Percorrer por autor "Sobral, Filipa"
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- Caracterização química e propriedades bioativas de amostras de veneno de abelha obtidas no Nordeste de PortugalPublication . Sobral, Filipa; Calhelha, Ricardo C.; Falcão, Soraia; Vilas-Boas, Miguel; Ferreira, Isabel C.F.R.O veneno de abelha (VA) ou apitoxina é um produto apícola que tem sido utilizado desde os tempos ancestrais para múltiplas finalidades, nomeadamente em medicina tradicional na apiterapia. Trata -se de uma mistura complexa de substâncias que lhe conferem propriedades bioativas. No presente trabalho, analisaram -se cinco amostras de VA obtidas a partir de Apis mellifera iberiensis de dois apiários diferentes (Aveleda e Milhão, na região de Bragança). Foram, caracterizadas quimicamente e avaliadas quanto às suas propriedades antioxidantes, anti -inflamatórias e citotóxicas. A análise das amostras por LC -DAD -ESI/MSn demonstrou que a melitina (MEL) era o composto maioritário, seguido da fosfolipase A2 (PLA2) e da apamina (APA). Todas as amostras demonstraram atividade antioxidante, medida pela capacidade captadora de radicais livres, poder redutor e inibição da peroxidação lipídica, e anti -inflamatória, determinada pela capacidade de diminuir a formação de NO em macrófagos de rato (RAW 264,7). No entanto, não foi observada uma relação direta entre as propriedades bioativas mencionadas e o perfil químico (qualitativo ou quantitativo) das amostras. Os resultados obtidos evidenciam, sim, que existem concentrações específicas, nas quais estes compostos são mais ativos (e.g., presentes na única amostra obtida no apiário de Aveleda). As amostras de VA demonstraram também propriedades citototóxicas semelhantes para todas as linhas celulares tumorais testadas (MCF -7, NCI -H460, HeLa e HepG2), sendo as linhas MCF -7 (carcinoma de mama) e HeLa (carcinoma cervical) as mais suscetíveis. Apesar disso, as amostras estudadas parecem não ser adequadas para o tratamento de carcinoma de mama, hepatocelular e cervical porque, nas concentrações ativas, as amostras também foram tóxicas para células não tumorais (cultura primária de células de fígado de porco, PLP2). Relativamente ao carcinoma do pulmão, o VA deve ser utilizado abaixo da concentração tóxica para as células não tumorais. Em geral, o presente estudo evidenciou o enorme potencial bioativo do VA, sendo o primeiro trabalho realizado com amostras Portuguesas.
- Caracterização química e propriedades bioativas de amostras de veneno de abelha obtidas no Nordeste de PortugalPublication . Sobral, Filipa; Calhelha, Ricardo C.; Falcão, Soraia; Vilas-Boas, Miguel; Ferreira, Isabel C.F.R.O veneno de abelha (VA) ou apitoxina é um produto apícola utilizado desde os tempos ancestrais para múltiplas finalidades, nomeadamente em medicina tradicional na apiterapia. Trata-se de uma mistura complexa de substâncias que lhe conferem propriedades bioativas. No presente trabalho, analisaram-se cinco amostras de VA obtidas a partir de Apis mellifera iberiensis de dois apiários diferentes (Aveleda e Milhão, na região de Bragança). Foram, caracterizadas quimicamente e avaliadas quanto às suas propriedades antioxidantes, antiinflamatórias e citotóxicas. A análise das amostras por LC/DAD/ESI-MSn demonstrou que a melitina (MEL) era o composto maioritário, seguido da fosfolipase A2 (PLA2) e da apamina (APA). Todas as amostras demonstraram atividade antioxidante, medida pela capacidade captadora de radicais livres, poder redutor e inibição da peroxidação lipídica, e anti-inflamatória, determinada pela capacidade de diminuir a formação de NO em macrófagos de rato (RAW 264,7). No entanto, não foi observada uma relação direta entre as propriedades bioativas mencionadas e o perfil químico (qualitativo ou quantitativo) das amostras. Os resultados obtidos evidenciam, sim, que existem concentrações específicas, nas quais estes compostos são mais ativos (e.g., presentes na única amostra obtida no apiário de Aveleda). As amostras de VA demonstraram também propriedades citototóxicas semelhantes para todas as linhas celulares tumorais testadas (MCF-7, NCI-H460, HeLa e HepG2), sendo as linhas MCF-7 (carcinoma de mama) e HeLa (carcinoma cervical) as mais suscetíveis. Apesar disso, as amostras estudadas parecem não ser adequadas para o tratamento de carcinoma de mama porque, nas concentrações ativas, as amostras também foram tóxicas para células não tumorais (cultura primária de células de fígado de porco, PLP2). Relativamente ao carcinoma cervical, o VA deve ser utilizado abaixo da concentração tóxica para as células não tumorais. Em geral, o presente estudo evidenciou o enorme potencial bioativo do VA, sendo o primeiro trabalho realizado com amostras Portuguesas.
- Chemical characterization, antioxidant, anti-inflammatory and cytotoxic properties of bee venom collected in Northeast PortugalPublication . Sobral, Filipa; Sampaio, Andreia; Falcão, Soraia; Queiroz, Maria João R.P.; Calhelha, Ricardo C.; Vilas-Boas, Miguel; Ferreira, Isabel C.F.R.Bee venom (BV) or apitoxin is a complex mixture of substances with reported biological activity. In the present work, five bee venom samples obtained from Apis mellifera iberiensis from the Northeast Portugal (two different apiaries) were chemically characterized and evaluated for their antioxidant, anti-inflammatory and cytotoxic properties. The LC/DAD/ESI-MS(n) analysis of the samples showed that melittin was the most abundant compound, followed by phospholipase A2 and apamin. All the samples revealed antioxidant and anti-inflammatory activity but without a direct relation with any of the individual chemical components identified. The results highlight that there are specific concentrations (present in BV5) in which these compounds are more active. The BV samples showed similar cytotoxicity for all the tested tumour cell lines (MCF-7, NCI-H460, HeLa and HepG2), being MCF-7 and HeLa the most susceptible ones. Nevertheless, the studied samples seem to be suitable to treat breast, hepatocellular and cervical carcinoma because at the active concentrations, the samples were not toxic for non-tumour cells (PLP2). Regarding the non-small cell lung carcinoma, BV should be used under the toxic concentration for non-tumour cells. Overall, the present study corroborates the enormous bioactive potential of BV being the first report on samples from Portugal.
- Composição fenólica e citotoxicidade de amostras de pão de abelha obtidas no Nordeste de PortugalPublication . Sobral, Filipa; Barros, Lillian; Calhelha, Ricardo C.; Tomás, Andreia; Dueñas, Montserrat; Santos-Buelga, Celestino; Vilas-Boas, Miguel; Ferreira, Isabel C.F.R.O pão de abelha (PA) é uma mistura fermentada de pólen das plantas, mel e saliva das abelhas. As abelhas obreira usam o PA como alimento para as larvas e para que as abelhas jovens produzam geleia real. No presente trabalho, foram estudadas cinco amostras de PA recolhidas em colmeias de Apis mellifera iberiensis em diferentes apiários de Bragança, e uma amostra de PA comercial. Todas as amostras foram caracterizadas por HPLC-DAD-ESI/MS em termos de compostos fenólicos e testandose a sua citotoxicidade em diferentes linhas celulares tumorais humanas (HeLa, MCF-7, HepG2 e NCI-H460), bem como numa cultura primária de células de fígado de porco não tumorais (PLP2). Os principais compostos fenólicos encontrados foram derivados de flavonoides, principalmente quercetina, canferol, miricetina, isoramnetina e herbacetrina. No total, foram identificados trinta e dois compostos nas seis amostras de PA, apresentando as amostras PA1 e PA3 o teor mais elevado e uma maior diversidade de compostos identificados. No entanto, não foi possível estabelecer uma correlação ente os flavonoides presentes nas amostras estudadas e a sua baixa a moderada citotoxicidade. Pelo que percebemos da literatura, este é o primeiro trabalho de caracterização exaustiva dos flavonoides glucosilados em amostras de PA, contribuindo assim para a caracterização química deste produto apícola ainda pouco explorado.
- Flavonoid composition and antitumor activity of bee bread collected in Northeast PortugalPublication . Sobral, Filipa; Calhelha, Ricardo C.; Barros, Lillian; Dueñas, Montserrat; Tomás, Andreia; Santos-Buelga, Celestino; Vilas-Boas, Miguel; Ferreira, Isabel C.F.R.Bee bread (BB) is a fermented mixture of plant pollen, honey, and bee saliva that worker bees use as food for larvae, and for young bees to produce royal jelly. In the present study, five BB samples, collected from Apis mellifera iberiensis hives located in different apiaries near Bragança, in the northeast region of Portugal, and one BB commercial sample were characterized by high-performance liquid chromatography coupled to a diode array detector and electrospray mass spectrometry (HPLC-DAD-ESI/MS) in terms of phenolic compounds, such as flavonoid glycoside derivatives. Furthermore, the samples were screened, using in vitro assays, against different human tumor cell lines, MCF-7 (breast adenocarcinoma), NCI-H460 (non-small cell lung cancer), HeLa (cervical carcinoma) and HepG2 (hepatocellular carcinoma), and also against non-tumor liver cells (porcine liver cells, PLP2). The main phenolic compounds found were flavonol derivatives, mainly quercetin, kaempferol, myricetin, isorhamnetin and herbacetrin glycoside derivatives. Thirty-two compounds were identified in the six BB samples, presenting BB1 and BB3 with the highest contents (6802 and 6480 µg/g extract, respectively) and the highest number of identified compounds. Two isorhamnetin glycoside derivatives, isrohamnetin-O-hexosyl-O-rutinoside and isorhamnetin-O-pentosyl-hexoside, were the most abundant compounds present in BB1; on the other hand, quercetin-3-O-rhamnoside was the most abundant flavonol in BB3. However, it was not possible to establish a correlation between the flavonoids and the observed low to moderate cytotoxicity (ranging from > 400 to 68 µg/mL), in which HeLa and NCI-H460 cell lines were the most susceptible to the inhibition. To the authors' knowledge, this is the first report characterizing glycosidic flavonoids in BB samples, contributing to the chemical knowledge of this less explored bee product.
- A Nosemose na região do Nordeste TransmontanoPublication . Sobral, Filipa; Durão, Luís; Pires, SanciaA Nosemose é uma das oito doenças de declaração obrigatória (DDO) que pode afetar as colónias de abelhas melíferas (Apis mellifera) e é classificada como uma doença das abelhas adultas. Atualmente, as DDO que se encontram presentes em Portugal de forma endémica são: a Varroose, a Loque americana, a Acarapisose, a Ascosferiose e a Nosemose. (1) A Nosemose é causada pelo desenvolvimento de um de dois microsporídeos (Nosema apis ou Nosema ceranae) nas células da mucosa do intestino médio de abelhas adultas: obreiras, zângãos e rainhas. Os microsporídeos da Nosema spp. anteriormente classificados como protozoários, foram recentemente reclassificados como fungos especializados. (2, 3, 4) Neste trabalho, avaliou-se a presença de Nosema spp. através da inspeção de 250 amostras de colónias de abelhas melíferas que foram submetidas ao Laboratório de Patologia Apícola da ESAB/AAPNM no ano civil de 2013 e eram procedentes da região Transmontana. Entre os concelhos da região do Nordeste Transmontano, os que apresentaram maior representatividade, relativamente ao número de amostras testadas laboratorialmente, corresponderam aos concelhos de Bragança (33,6%) e de Mirandela (30,8%). O diagnóstico laboratorial revelou que a incidência de casos positivos representou 43,6% do total de amostras testadas ao longo do ano civil de 2013, em relação ao distrito de Bragança. Este trabalho evidencia ainda que esta doença foi observada em colmeias de apiários pertencentes aos concelhos e freguesias da região estudada.
- Parâmetros químicos e bioatividade de amostras de pão de abelha e apitoxinaPublication . Sobral, Filipa; Ferreira, Isabel C.F.R.; Vilas-Boas, MiguelEste trabalho incluiu o estudo da bioatividade e a caracterização química de dois produtos apícolas, sendo eles o pão de abelha (PA) e o veneno de abelha (VA). O PA é uma mistura fermentada de pólen das plantas, mel e saliva das abelhas. As abelhas obreiras usam o PA como alimento para as larvas e para que as abelhas jovens produzam geleia real. No presente trabalho, foram estudadas cinco amostras de PA recolhidas em colmeias de Apis mellifera iberiensis de diferentes apiários de Bragança, e uma amostra de PA comercial. Todas as amostras foram caracterizadas por HPLC-DAD-ESI/MS em termos de compostos fenólicos e testando-se a sua citotoxicidade em diferentes linhas celulares tumorais humanas, bem como em células de fígado de porco não tumorais. Os principais compostos fenólicos encontrados foram derivados de flavonoides, principalmente quercetina, canferol, miricetina, isoramnetina e derivados glucósidos de herbacetrina. No total, foram identificados trinta e dois compostos nas seis amostras de PA, apresentando as amostras PA1 e PA3 o teor mais elevado e uma maior diversidade de compostos identificados. No entanto, não foi possível estabelecer uma correlação ente os flavonoides presentes nas amostras estudadas e a sua baixa a moderada citotoxicidade. Pelo que consultamos da literatura, este é o primeiro trabalho de caracterização exaustiva dos flavonoides glucosídicos em amostras de PA, contribuindo assim para a caracterização química deste produto apícola ainda pouco explorado. O VA ou apitoxina é uma mistura complexa de substâncias com atividades biológicas já descritas na literatura. No presente trabalho, analisaram-se quimicamente cinco amostras de VA recolhidas em colónias de Apis mellifera iberiensis em dois apiários do concelho de Bragança, avaliando-se também as suas propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e citotóxicas. A análise das amostras por LC-DAD-ESI/MSn demonstrou a presença maioritária de melitina, seguindo a fosfolipase A2 e a apamina. Todas as amostras apresentaram atividade antioxidante e anti-inflamatória, mas sem uma relação direta com os compostos químicos analisados individualmente. Os resultados obtidos evidenciam a existência de concentrações específicas nas quais estes compostos são mais ativos (e.g., presentes na amostra VA5). As amostras de VA demonstraram citotoxicidade semelhante para todas as linhas tumorais testadas (MCF-7, NCI-H460, HeLa e HepG2), sendo a MCF-7 e a HeLa as mais suscetíveis. No entanto, estas amostras não parecem ser adequadas para o tratamento do carcinoma da mama, hepatocelular e cervical, porque nas concentrações ativas, as amostras também foram tóxicas para as células não tumorais (PLP2). Relativamente ao carcinoma de pulmão, o VA poderá ser utilizado abaixo da concentração tóxica para as células não tumorais. Em geral, o presente estudo evidencia o enorme potencial bioativo do VA, sendo o primeiro trabalho realizado com amostras Portuguesas.
