Percorrer por autor "Santos, Maria Vilares dos"
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- A tomada de decisão financeira: tolerância ao risco e competência emocional dos empresários e gestores no norte de PortugalPublication . Santos, Maria Vilares dos; Monte, Ana Paula; Branco , MariaO presente estudo teve como objetivo compreender a relação entre o perfil dos empresários e gestores do Norte de Portugal e o seu nível de Competência Emocional (CE). Para tal, desenvolveu-se uma investigação de natureza quantitativa e correlacional, recorrendo a um questionário composto por três partes: perfil do empresário, Escala Veiga da Competência Emocional – EVCEr33 e caracterização sociodemográfica. O instrumento foi aplicado a uma amostra de 225 participantes e os dados foram analisados com recurso ao SPSS e ao Microsoft Excel. Os resultados mostraram que 118 indivíduos eram do sexo masculino (52,4%) e 107 do sexo feminino (47,6%), predominando idades entre os 31 e os 50 anos (n=132; 58,6%). Em termos académicos, sobressaíram a licenciatura e a pós-graduação (40,9%). Quanto ao perfil, verificou-se uma predominância do perfil dinâmico (59,1%), seguido do agressivo (31,3%) e do moderado (9,8%), não tendo sido identificado o perfil conservador. Relativamente à CE, observou-se que a maioria apresentou um nível moderado (94,7%), seguido de níveis baixo (4,9%) e alto (0,4%). A análise evidenciou correlação positiva entre a CE global e as dimensões autoconsciência, gestão de emoções, automotivação e empatia. Constatou-se, ainda, associação entre o perfil dinâmico e o nível moderado de CE, bem como entre o perfil agressivo e o nível alto. Com base nas evidências estatísticas obtidas no presente estudo, pode inferir-se que a Competência Emocional (CE) poderá desempenhar um papel relevante na definição do perfil dos empresários e gestores da amostra analisada, influenciando a tomada de decisão, a liderança e a gestão de riscos. Os resultados sugerem, assim, a pertinência de programas de formação em educação emocional que contribuam para o desenvolvimento pessoal, profissional e organizacional. Importa, contudo, salientar que estas conclusões se aplicam exclusivamente à amostra estudada, não sendo possível generalizá- las à população em geral sem a realização de estudos adicionais com amostras mais amplas e representativas.
