Browsing by Author "Raposo, Silvia Cristina Ruano"
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- Perfil da pessoa vítima de traumatismo cranioencefálico atendido num serviço de urgência da região norte de PortugalPublication . Raposo, Silvia Cristina Ruano; Magalhães, Carlos PiresUm traumatismo cranioencefálico (TCE) ocorre como consequência de uma força mecânica direta ou indireta aplicada na cabeça. É considerado um dos principais problemas de saúde pública de âmbito mundial, encontrando-se entre os tipos de trauma mais frequentes num serviço de urgência (SU). Objetivo: Caracterizar o perfil da pessoa vítima de TCE atendida num SU de uma Unidade Local de Saúde (ULS) da região norte de Portugal. Métodos: Estudo de abordagem quantitativa, observacional e descritivo, respeitante a uma amostra de 153 vítimas de TCE admitidas no SU de uma ULS, entre 5 de abril a 5 de julho de 2022. Resultados: Amostra maioritariamente do sexo masculino (56.9%), com uma média de idade de 63.5 anos, predominantemente na faixa etária ≥ 85 anos (29.4%). O fator de risco predominante foi a idade ≥ 65 anos, a principal etiologia do traumatismo foram as quedas da própria altura (56.3%), com gravidade classificada como ligeira (98.6%). Como principal sintomatologia destaca-se a perda de consciência (22.3%). A Tomografia Computorizada cerebral foi o exame de diagnóstico mais requisitado (84.9%) e as principais lesões associadas foram as lesões da pele e couro cabeludo (42.5%). A taxa de prevalência de TCE no período observado foi de 1.68%. Conclusão: O perfil encontrado sugere a importância da adoção de medidas preventivas das principais etiologias do TCE. Releva ainda o papel do enfermeiro no atendimento complexo e diferenciado na prevenção de complicações.
- Perfil do doente com traumatismo cranioencefálico atendido num serviço de urgência de uma ULS do norte de PortugalPublication . Raposo, Silvia Cristina Ruano; Magalhães, Carlos PiresUm traumatismo cranioencefálico (TCE) ocorre como consequência de uma força mecânica direta ou indireta aplicada na cabeça. É considerado um dos principais problemas de saúde pública de âmbito mundial e as suas características epidemiológicas variam de acordo com cada população, encontrando-se entre os tipos de trauma mais frequentes nos serviços de urgência. As vítimas de TCE exigem intervenções de enfermagem adequadas pelo que, o enfermeiro, enquanto membro fundamental de uma equipa multidisciplinar, necessita de constante atualização e desenvolvimento de competências, numa abordagem holística do doente neurocrítico. Objetivos: O presente trabalho tem por objetivo geral: Caracterizar o perfil do doente com traumatismo cranioencefálico atendido num serviço de urgência de uma ULS do Norte de Portugal. Definiram-se como objetivos específicos: (i) Caracterizar o perfil sociodemográfico da amostra; (ii) Caracterizar a amostra em função da presença de fatores de risco; (iii) Identificar as principais etiologias do traumatismo cranioencefálico; (iv) Determinar a gravidade do TCE, pela avaliação do nível de consciência dos doentes, através da Escala de Coma de Glasgow; (v) Identificar a principal sintomatologia pós TCE nas vítimas; (vi) Identificar o número de doentes em função dos exames complementares de diagnóstico realizados; (vii) Identificar as principais lesões cranioencefálicas associadas ao traumatismo nos doentes; (viii) Avaliar a prevalência de TCE na população atendida no SU no período de recolha de dados definido. Métodos: Para a realização do presente trabalho foi desenvolvido um estudo observacional, descritivo, de abordagem quantitativa. Utilizando um método não- probabilístico, com uma amostragem por conveniência, foi obtida uma amostra de 153 vítimas de TCE que recorreram ao SU de uma ULS do Norte de Portugal, no período compreendido entre 5 de abril a 5 de julho de 2022. Os dados foram colhidos através de um instrumento de recolha de dados elaborado para o efeito, com base na observação, complementados com o resultado de exames de diagnóstico realizados e respetivo diagnóstico médico. Resultados: Os resultados obtidos evidenciam predomínio do sexo masculino (56,9%), com uma média de idades de 63,5 anos (DP 28,79), verificando-se uma maior prevalência de TCE nos pacientes com idade superior ou igual a 85 anos (29,4%) e maioritariamente residentes em ambiente rural (55,6%). A principal etiologia foram as quedas da própria altura (56,3%), com predomínio do TCE Ligeiro (98,6%). O fator de risco predominante foi a idade superior a 65 anos (58,8%) e a principal sintomatologia associada foi a perda de consciência (22,3%). A Tomografia Computorizada cerebral foi o exame complementar de diagnóstico dominante (84,9%) e as lesões na pele/couro cabeludo foram as mais frequentes nos TCE observados (42,5%). Quanto aos traumatismos associados, os mais frequentes foram os traumatismos nos membros (31,4%). Houve predomínio da alta hospitalar após observação clínica (72,5%). A taxa de prevalência de TCE no respetivo SU no período estudado foi de 1,68 %. Conclusão: Conhecer melhor o perfil da vítima de TCE atendida num SU e tendo em consideração que a atuação do enfermeiro especialista na intervenção antecipada e prevenção de complicações na Pessoa em situação Crítica é fundamental uma vez que, no seu percurso desde a lesão até à alta clínica, esta pode sofrer inúmeras complicações. Dessa forma, o perfil encontrado sugere a importância da adoção de medidas de prevenção das principais etiologias do TCE bem como o aprimoramento no atendimento às vítimas.