Browsing by Author "Possacos, Catarina"
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- Hipertrofia ventricular esquerda e fibrilhação auricular - incidência em utentes do Centro de Saúde de Mirandela IIPublication . Mendes, Eugénia; Preto, Leonel; Novo, André; Possacos, CatarinaA HVE é um indicador precoce de lesão cardíaca num paciente com HTA e encontra-se associada a um aumento de complicações cardiovasculares. Segundo Bonhorst, et al. (2010) e Martín-Rioboó et al (2010), a FA é uma das mais importantes causas de morbilidade, mortalidade global e súbita, associadas ao elevado risco de morte, insuficiência cardíaca (IC) e acidente vascular cerebral (AVC). Existe pior prognóstico quando a FA e a HVE se associam (Martín-Rioboó et al., 2008; Okin et al., 2011).Identificar novos casos de FA e HVE em electrocardiogramas (ECGs) realizados no C.S. Mirandela II entre Agosto de 2009 a Dezembro de 2010. Caracterizar os utentes com novos casos de FA e HVE.Foi desenhado um estudo exploratório transversal com recurso a análise documental. Utilizou-se uma amostra não probabilística sequencial, incluindo no estudo todos os utentes que realizaram ECG entre Agosto de 2009 a Dezembro de 2010, independentemente do motivo pelo qual foi realizado. Após a identificação de traçados sugestivos de FA e/ou HVE e de os diagnósticos serem validados por um cardiologista, efectuou-se recolha de dados através de consulta do processo clínico que permitisse caracterizar os utentes identificados com novos casos de FA e HVE. Os dados foram recolhidos entre Agosto de 2009 a Dezembro de 2010 numa população constituída por 2568 utentes os quais realizaram, nesse período, electrocardiograma. Os resultados permitem, à semelhança dos obtidos por Bonhorst, et al. (2010), identificar na amostra uma prevalência de 2,6% (68 casos) para FA e de 3,2% (79 casos) para HVE. Permitem ainda calcular uma taxa de incidência de 1,9% (49 novos casos) para FA e de 3,1% (79 novos casos) de HVE. Identificaram-se ainda 5 utentes que apresentavam FA e HVE. Relativamente aos utentes com FA, os resultados da amostra apresentam diferenças significativas entre sexos relativamente à idade. Verificou-se diferença na média de idades por sexos apresentando as mulheres uma média mais elevada (78,33 anos) que os homens (71,58 anos). Os utentes têm em média 74,06 anos de idade, apresentam excesso de peso (IMC médio de 28,21), 78,3% são hipertensos, 34,8% hipocoagulados e 23,9% diabéticos. Os utentes com HVE da amostra, à semelhança do grupo anterior, evidenciam diferenças significativas entre sexos no que respeita à idade com média de idades superior nas mulheres (69,35 anos) comparativamente com os homens (61,69 anos). Globalmente têm em média 65,28 anos de idade, apresentam excesso de peso (IMC médio de 27,29), 71,2% são hipertensos, 3% hipocoagulados e 21,2% diabéticos. Os achados, na amostra obtida são compatíveis com a literatura consultada tanto no que diz respeito às taxas de prevalência e incidência como para outros factores como idade, peso e co-morbilidade. A detecção precoce de fibrilhação auricular e de hipertrofia ventricular esquerda e a caracterização desta população permitem identificar um perfil de risco e um melhor controlo do utente como forma preventiva de acidentes vasculares cerebrais embólicos e morte súbita de causa cardíaca (Bonhorst et al., 2010; Martín-Rioboó et al., 2008; Okin et al., 2011).
- Incidência de fibrilhação auricular e hipertrofia ventricular esquerda em utentes do C.S. Mirandela IIPublication . Novo, André; Possacos, Catarina; Mendes, Eugénia; Preto, LeonelFibrilhação auricular (FA) é uma das arritmias mais frequentes, estimando-se que afecte cerca de 100mil pessoas em Portugal. Embora afecte adultos de qualquer idade, a frequência aumenta com a mesma numa percentagem inferior a 2% por cada década até aos 70 anos e 10% acima dessa idade (Martín-Rioboó, et al., 2010). Segundo Bonhorst, et al. (2010) e Martín-Rioboó et al (2010), a FA é uma das mais importantes causas de morbilidade, mortalidade global e súbita, associadas ao elevado risco de morte, insuficiência cardíaca (IC) e acidente vascular cerebral (AVC). A FA está na base de 15% dos AVCs em Portugal (Bonhorst, et al., 2010). Segundo De Lima (1998), a hipertrofia ventricular esquerda (HVE) é a alteração cardíaca mais comum, sendo observada frequentemente associada a outras patologias e em atletas. Ainda não se sabe qual é o ponto de transição entre HVE compensadora, adaptativa e reversível (ex. atletas) e a HVE patológica, acompanhada de lesão do miocárdio permanente. A HVE aumenta a morbilidade e a mortalidade cardiovascular da população em geral, idosos, pessoas com hipertensão primária e secundária e doença coronária arteriosclerótica. A HVE é um indicador precoce de lesão cardíaca num paciente com HTA e encontra-se associada a um aumento de complicações cardiovasculares. A evolução da HVE condiciona o prognóstico do paciente existindo pior prognóstico quando a FA e a HVE se associam (Martín-Rioboó et al., 2008; Okin et al., 2011).
- Incidência e prevalência de fibrilhação auricular e hipertrofia ventricular esquerda na população de Trás-os-Montes que recorre aos cuidados primáriosPublication . Possacos, Catarina; Novo, AndréA fibrilação auricular é uma das arritmias mais frequentes e é uma importante causa de morbilidade e mortalidade, associada principalmente ao aumento de risco de acidente vascular cerebral. A hipertrofia ventricular esquerda é uma patologia progressiva, silenciosa e representa uma manifestação de lesão cardíaca precoce causada por hipertensão arterial, é considerada um marcador de risco, essencialmente de fibrilação auricular e acidente vascular cerebral e aumenta especialmente o risco de morbilidade, enfarte agudo do miocárdio e doença isquémica. Objetivos: Conhecer a prevalência de fibrilação auricular e hipertrofia ventricular esquerda e identificar e caracterizar novos casos de fibrilação auricular e hipertrofia ventricular esquerda da população que recorre aos cuidados primários de Trás-os-Montes. Metodologia: Este é um estudo exploratório transversal, de uma amostra não probabilística sequencial, representativa da população de Trás-os-Montes que recorreu aos cuidados primários, com idade igual ou superior a 40 anos. A prevalência e incidência de fibrilação auricular e hipertrofia ventricular esquerda foram baseadas em eletrocardiogramas que foram classificados por cardiologistas. Para caracterização da população foram recolhidos dados antropométricos e clínicos. Resultados: De 10760 indivíduos, foram identificados com as patologias 736 indivíduos, dos quais 54,1% são do sexo masculino, com idade média de 69 anos (Mín= 40anos; Máx= 98anos), apresentando uma prevalência para fibrilação auricular de 2,83%, para hipertrofia ventricular esquerda de 4,11% e para fibrilação auricular com hipertrofia ventricular esquerda de 0,18%. Apresentam ainda uma incidência para fibrilação auricular de 1,57%, para hipertrofia ventricular esquerda de 0,43%, não havendo incidência para fibrilação auricular com hipertrofia ventricular esquerda. Conclusões: O eletrocardiograma é o exame indicado para diagnosticar, nos cuidados primários, fibrilação auricular e hipertrofia ventricular esquerda. Devido aos valores obtidos serem elevados, é importante criar estratégias de controlo dos fatores de risco pois a fibrilação auricular e hipertrofia ventricular esquerda elevam o risco de acidente vascular cerebral.
