Browsing by Author "Pereira, Carla Alexandra Ribeiro"
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- Cuidador informal de idosos dependentes: avaliação das dificuldades e autoeficáciaPublication . Pereira, Carla Alexandra Ribeiro; Mata, Maria Augusta; Vicente, SandraPrestar cuidados no domicílio a um idoso dependente é uma tarefa que exige por parte do cuidador informal, bastante dedicação e emprenho, pois com o passar do tempo, estes começam a apresentar dificuldades de ordem físicas, psicológicas, sociais e económicas, que por vezes não estão preparados para as enfrentar. No entanto fazem um esforço para cumprir o seu papel de cuidador, sendo que podem vir a comprometer o seu bem-estar, assim como da pessoa cuidada.É importante que o cuidador tenha consciência, das suas próprias difi-culdades, assim como do seu sentido de autoeficácia, para assim ser capaz de ultrapassar ou diminuir as suas dificuldades. Deste modo, o presente estudo teve como principais objetivo avaliar as dificuldades dos cuidadores informais e estabelecer a sua análise segundo as variáveis de caracterização e de cuidado e avaliar o nível de autoeficácia dos cuidadores informais e estabelecer a sua análise segundo as variáveis de carac-terização e de cuidado, sendo um estudo observacional, descritivo e analítico de carácter transversal, foi aplicado um instrumento de recolha de dados, a uma amostra não probabilística constituída por 98 cuidadores informais. Para obtenção de resultados utilizou-se o Índice de Avaliação de Dificul-dades do Cuidador (CADI: Nolan, Grant, & Keady, 1998, Brito, 2002) e a Escala de Autoeficacia do Cuidador (EACII: Steffen et al, 2002, traduzida e adaptada por Mata, 2012). Como resultados, prevalecem as mulheres (66,3%), casadas (60,2%), fi-lhas do idoso dependente (24,5%), com habilitações entre ensino básico e en-sino secúndário (79,6%), com média de idades de 61,75 anos, sem actividade profissional remunerada (64,3%), com agregado familiar composto por dois ele-mentos (50%), com rendimentos inferiores a 600 euros (52%), a pessoa cuidada é para 55% dos cuidadores o cônjuge ou filhos, aproximadamente metade da amostra (42%) são cuidadores a tempo inteiro (20-24h) e cuidam à menos de cinco anos (52%). Os resultados permitiram ainda concluir que globalmente os cuidadores evidênciam valores médios de dificuldade inferiores à média teórica da escala. Relativamente à autoeficácia, concluiu-se que os cuidadores também evidênciam valores médios de autoeficácia inferiores à média teórica da escala tanto no seu global como em todas as suas dimensões, á excessão da dimensão autoeficácia para responder a comportamentos inadequados da pessoa cuidada.