Percorrer por autor "Oliveira, Stefani Nobre"
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- O papel dos cuidadores formais e dos familiares na prestação de cuidados aos idosos em Portugal e em Cabo VerdePublication . Oliveira, Stefani Nobre; Santos, GraçaO envelhecimento é um fenómeno crescente em Portugal e Cabo Verde, gerando desafios para famílias, instituições e a sociedade. Este estudo investigou as perceções sobre o envelhecimento e os cuidados aos idosos, considerando os diferentes papéis dos cuidadores formais (técnicos), informais (familiares) e dos próprios idosos, em contextos familiares e institucionais. A metodologia utilizada baseou-se na análise qualitativa de dados recolhidos em entrevistas realizadas com 36 participantes divididos em três grupos: idosos, técnicos e familiares, oriundos de Portugal e Cabo Verde. A questão central da pesquisa foi: de que forma os cuidadores formais (técnicos), cuidadores informais (família) e idosos percecionam o envelhecimento no contexto familiar e institucional em Portugal e Cabo Verde? Para responder a esta questão foram definidos objetivos gerais e específicos que orientaram a recolha e análise dos dados, focalizando as perspetivas dos três grupos em relação ao processo de envelhecimento e aos cuidados prestados. As entrevistas semiestruturadas foram utilizadas como instrumentos de recolha de dados, realizadas com base em guiões elaborados para o efeito, que permitiram captar as experiências e opiniões dos participantes. A análise cruzada dos dados revelou que o envelhecimento é reconhecido como um processo natural, com mudanças físicas, emocionais e sociais, e que o contexto do envelhecimento influencia significativamente, na perceção dos participantes, o bem-estar do idoso. Destacou-se a importância das redes de apoio familiares e técnicas na prestação dos cuidados, bem como os desafios enfrentados, como a falta de formação dos familiares, escassez de recursos e a necessidade de políticas públicas que fortaleçam o suporte e apoio aos idosos. Os resultados evidenciaram convergências e divergências nas perceções dos grupos de participantes, reforçando a complexidade do envelhecimento e a necessidade de abordagens que promovam uma velhice ativa, digna e com qualidade de vida.
