Percorrer por autor "Oliveira, Rafael Honorato Bezerra"
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- Contribuição para o estudo dos azeites de algumas cultivares autóctones de oliveiraPublication . Oliveira, Rafael Honorato Bezerra; Rodrigues, Nuno; Martins, Davide Coelho; Monteiro, Antônio Roberto GiriboniA olivicultura em Trás-os-Montes e na Beira Interior baseia-se sobretudo em sistemas tradicionais de sequeiro. A qualidade dos azeites é influenciada pelas condições edafoclimáticas, práticas agronómicas e cultivares, sendo importante compreender o efeito da origem geográfica e da cultivar na sua composição química e sensorial. A presente dissertação teve como objetivo caracterizar 47 amostras de azeites monovarietais provenientes das regiões de Trás-os-Montes (23 amostras) e Beira Interior (24 amostras). Em Trás-os-Montes foram estudadas as cultivares Cobrançosa, Madural, Negrinha de Freixo e Verdeal Transmontana, enquanto na Beira Interior foram analisadas Bical de Castelo Branco, Carrasquenha, Cobrançosa, Cordovil de Castelo Branco, Madural, Negrinha de Freixo e Verdeal. Os azeites foram avaliados quanto à atividade antioxidante, teor em fenóis totais, estabilidade oxidativa, perfil sensorial descritivo, composição volátil por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massa (GC-MS) e análise por nariz eletrónico. Os resultados demonstraram diferenças significativas entre regiões e cultivares. Em Trás-os-Montes, as cultivares Cobrançosa, Verdeal Transmontana e Madural apresentaram maior atividade antioxidante, com percentagens de inibição do radical DPPH de 77,41%, 69,79% e 65,72%, respetivamente, superiores à Negrinha de Freixo (40,35%). A Madural apresentou atividade antioxidante significativamente superior em Trás-os-Montes relativamente à Beira Interior. Nos teores de fenóis totais destacou-se a Cobrançosa da Beira Interior com 701,23 mg de ácido gálico/kg de azeite, enquanto a Verdeal Transmontana e a Cobrançosa Trás-os-Montes apresentaram 660,74 e 681,73 mg/kg, respetivamente. Relativamente à estabilidade oxidativa, Cobrançosa da Beira Interior apresentou o maior tempo de indução (35 h), enquanto Cordovil de Castelo Branco, Bical de Castelo Branco e Carrasquenha apresentaram valores inferiores a 10 h. Na análise sensorial, os azeites de Trás-os-Montes destacaram-se pelos atributos tomate, couve e frutado verde, enquanto os da Beira Interior apresentaram maior intensidade de maduro, doce e banana. A análise por GC-MS permitiu identificar 25 compostos voláteis, sendo o (E)-2-hexenal o composto predominante. As análises multivariadas demonstraram elevada capacidade de discriminação das amostras segundo a cultivar e a região, confirmando a relevância dos parâmetros químicos e sensoriais na diferenciação e valorização dos azeites portugueses.
