Percorrer por autor "Nascimento, Ana Filipa da Costa"
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- Avaliação da adesão à dieta mediterrânica e das intenções de consumo por parte de utilizadores de ginásiosPublication . Nascimento, Ana Filipa da Costa; Ramalhosa, Elsa; Almeida-de-Souza, JulianaA Dieta Mediterrânica reflete o padrão alimentar dos países banhados pelo Mar Mediterrâneo ou que por ele são abrangidos. É conhecida em geral pelo seu foco no consumo de alimentos de origem vegetal e incentivo a um consumo moderado de alimentos de origem animal. Tendo em conta estes fatores, a presente dissertação pretendeu (1) avaliar a adesão à Dieta Mediterrânica e (2) conhecer as intenções de consumo de diferentes tipos de produtos alimentares por parte de utilizadores de ginásios, bem como (3) desenvolver um produto alimentar que cumprisse os requisitos nutricionais da Dieta Mediterrânica e que fosse de encontro às preferências dos praticantes de exercício físico. Ainda de acordo com os objetivos principais do trabalho, incluiu-se também como objetivo secundário (4) avaliar a intenção de compra dos inquiridos relativamente às bolachas elaboradas. Para dar resposta aos 1º e 2º objetivos, optou-se por aplicar um questionário online com duas partes principais. Na primeira avaliou-se a adesão ao padrão alimentar mediterrânico através do questionário PREDIMED (PRevención com DIeta MEDiterránea), desenvolvido em Espanha e validado para a população portuguesa (Gregório et al., 2020). A segunda parte do questionário serviu para avaliar as intenções de consumo dos utilizadores de ginásio e continha opções de alimentos/snacks específicos para calcular a frequência e preferência destes pelos inquiridos. Adicionalmente, foram elaboradas três questões sobre o interesse em ver à venda produtos elaborados com ingredientes locais e típicos do padrão alimentar mediterrânico, tais como a castanha, a amêndoa ou as leguminosas. Baseado na resposta da segunda parte do questionário, definiu-se um novo produto alimentar a ser desenvolvido e que fosse de encontro a ambos, preferências de consumo e enquadramento no padrão alimentar mediterrânico. Após a aplicação do questionário obtiveram-se 137 respostas e verificou-se que a grande maioria dos inquiridos (82,5%) apresentaram uma baixa adesão à dieta Mediterrânica, comparativamente aos que apresentaram uma elevada adesão (17,5%). Considerando as intenções de consumo, observou-se que os alimentos mais consumidos pelos inquiridos eram ”iogurtes com elevado teor proteico” (13,9%) e “cereais de pequeno-almoço e refeições prontas a comer” (13,1%)”. Os ingredientes mais votados para a elaboração do novo produto alimentar foram a amêndoa (84,7%) e as leguminosas (73,0%). Com base nestas opções, decidiu-se desenvolver bolachas sem glúten, que contivessem na sua composição grão de bico e amêndoa. Para comparar esta nova bolacha com uma que contivesse ingredientes mais comuns, como o trigo, optou-se por se desenvolver outra bolacha equivalente mas com farinha de trigo, em vez de grão de bico. Nas análises físico- químicas do novo produto (bolachas de grão de bico e bolachas de trigo, respetivamente) obtiveram-se os seguintes resultados: cor amarelada mais intensa das bolachas de grão de bico comprativamenta às bolachas de trigo e um baixo valor de atividade da água (<0,60) nos dois tipos de bolachas. Ambas as bolachas apresentavam um alto teor de fibra (11,2g/100g de produto versus 6,7g/100g de produto), mostraram ser uma boa fonte de proteína (21,4g/100g de produto versus 17,4g/100g de produto) e incluíram uma quantidade média de açúcares adicionados (8,9g/100g de produto) em ambas as bolachas, sendo que o único açúcar adicionado foi o mel. Em relação à gordura total, observou-se um elevado valor desta (28,9g/100g de produto versus 29,2g/100g de produto), provavelmente pela adição em grande quantidade de pasta de amêndoa. Os ácidos gordos saturados foram os que se encontraram em maior quantidade (20,8g/100g de produto versus 21,9g/100g de produto). As bolachas de grão de bico apresentaram ainda maiores percentagens de ácidos gordos polinsaturados (27,9% versus 25,4%) e de ácidos gordos monoinsaturados (0,1% versus 0,02%) comparativamente às bolachas de farinha de trigo. Em relação à intenção de compra, os provadores manifestaram interesse em adquirir ambas as bolachas, não tendo diferido na classificação quanto à aparência, aroma, crocância, dureza, textura geral, mastigabilidade e impressão global. Já no sabor, as bolachas de grão de bico foram avaliadas ligeiramente de forma mais negativa do que as de trigo. Assim, no futuro, dever-se-á ajustar a sua constituição de forma a ir de encontro ao desejado pelos consumidores.
