Percorrer por autor "Morgado, Manuel"
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- Doença de Crohn: terapêuticas e recomendaçõesPublication . Ribeiro, Maria Isabel; Morgado, ManuelA doença de Crohn (DC) é a doença inflamatória do trato gastrointestinal mais prevalente, com elevada incidência e com tendência para crescer sobretudo nos países industrializados1,2. É uma doença crónica, autoimune que afeta todas as partes do tubo digestivo, da boca ao ânus e, embora, frequentemente se localize no segmento ileocólico, todas as camadas do intestino poderão estar envolvidas3-5. Objetivos: Este trabalho de investigação teve como objetivos, caraterizar a DC quanto à sua etiologia, sintomatologia e métodos de diagnóstico disponíveis e, descrever as terapêuticas utilizadas para o tratamento da doença, fazendo-se especial referência aos agentes biológicos de dispensa hospitalar e às respetivas recomendações a partilhar com o doente sobre os seus possíveis efeitos. Material e Métodos: Para a elaboração deste trabalho de investigação foram desenvolvidas pesquisas em bases de dados, nomeadamente, Pubmed, Medline, SCOPUS, Elsevier, RCAAP, SCIELO, bem como, foi consultada legislação em vigor em Portugal sobre os fármacos que são utilizados no tratamento de DC. Foram utilizados com maior frequência, os descritores, Doenças inflamatórias Intestinais, Doença de Crohn, Infliximab, Adalimumab, Terapêutica farmacológica, Fármacos biológicos, Agentes probióticos, Ensaios clínicos, entre outros. A procura foi centralizada em estudos de Revisão sistemática, Estudos experimentais, Ensaios clínicos (controlados e aleatorizados), Estudos de caso, Estudos observacionais (retrospetivos e prospetivos) e Legislação. A análise compreendeu o período temporal de 1986 a 2014. Resultados e discussão: Neste trabalho, destaca-se, pela melhoria substancial na qualidade de vida dos pacientes, a utilização dos agentes biológicos no tratamento da DC de moderada a grave em pacientes que não tenham respondido à terapêutica convencional. Em Portugal, os fármacos biológicos autorizados e dispensados em contexto hospitalar para o tratamento da DC são o Infliximab e o Adalimumab. Estes agentes são comparticipados a 100% desde que prescritos por um médico especialista em gastroenterologia. Conclusão: A doença de Crohn é a doença inflamatória do trato gastrointestinal mais frequente, com elevada incidência e com tendência para crescer, sobretudo nos países industrializados. É uma doença crónica, auto-inume que afeta todas as partes do tubo digestivo, da boca ao ânus e, embora, frequentemente, se localize no segmento ileocólico, todas as camadas do intestino poderão estar estão envolvidas. Os tratamentos disponíveis para a DC visam, aliviar sintomas, induzir ou manter a remissão nos casos de doença ativa, evitar ou reduzir as complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes afetados. Na última década, a introdução de agentes biológicos no tratamento da DC tornou-se um dos pilares da terapia para pacientes que não respondem ao tratamento convencional, traduzindo-se em melhorias substanciais na qualidade de vida destes pacientes. Os resultados de estudos experimentais bem como da prática clínica sugerem que o uso precoce de imunossupressores e fármacos biológicos altera a história natural da doença diminuindo a taxa de progressão para complicações estruturais do tubo digestivo. Em Portugal, os fármacos autorizados e dispensados em contexto hospitalar para o tratamento da DC são o Infliximab e o Adalimumab, comparticipados a 100% desde que prescritos por um médico especialista em gastrenterologia. Contudo, e, apesar do uso de produtos biológicos há mais de uma década, questões sobre a verdadeira eficácia e os melhores regimes de tratamento, ainda permanecem, para além de existir a necessidade de otimizar o tratamento dispendioso, uma vez que existe uma percentagem significativa de doentes com DC que não têm qualquer resposta relevante para os atuais agentes biológicos. Mais recentemente surgiu uma nova linha de investigação centrada no uso de probióticos, sobretudo, no tratamento de manutenção da DC, sobre a qual, ainda, existem ainda muitas dúvidas acerca da sua eficácia terapêutica.
- Rinite alérgica: patofisiologia, diagnóstico e terapêuticaPublication . Ribeiro, Maria Isabel; Morgado, ManuelA Rinite Alérgica (RA) é uma doença inflamatória que resulta de uma desordem iniciada pela mucosa nasal como resposta imune à inalação de alérgenos em indivíduos sensíveis. É caracterizada por sintomas nasais e oculares, predominantemente, rinorreia; obstrução nasal recorrente ou persistente, prurido nasal, espirros, olheiras escuras ou acinzentadas, lacrimejamento, prurido ocular, dilatação dos vasos sanguíneos da conjuntiva e sensibilidade à luz. Estes sintomas ocorrem durante 2 ou mais dias consecutivos por mais de 1 hora, na maioria dos dias. Este trabalho de investigação faz uma revisão sobre, a patofisiologia, os sintomas, o diagnóstico e a abordagem terapêutica à RA e foi o resultado de uma pesquisa bibliográfica realizada nas bases de dados SciELO, RCCAP e Pubmed. Foram consultados, fundamentalmente, artigos de revisão, publicados desde 2010. Utilizaram-se com maior frequência os descritores, de forma isolada ou associados, allergic rhinitis, epidemiology, pathophysiology, symptoms, therapeutic e diagnostic. Uma história completa e exame físico são os pilares do estabelecimento do diagnóstico da RA, contudo, o exame clínico e os testes de diagnóstico mostrando sensibilização a alérgenos inalantes, são fundamentais. Por exemplo, os testes específicos de IgE (pele ou sangue) são considerados o Gold Standard em doentes que não respondem ao tratamento empírico, quando o diagnóstico é incerto ou quando a identificação do alérgeno é necessário para o sucesso da terapêutica. No que diz respeito à terapêutica farmacológica, na RA leve com sintomas intermitentes, os anti-histamínicos orais são mais eficazes na prevenção do que na reversão da resposta histaminergica, apresentando os da 2ª geração em relação aos de 1ª um melhor perfil. Por outro lado, em comparação com os anti-histamínicos orais, os intranasais oferecem a vantagem de proporcionar uma maior concentração de medicamento numa área alvo específica, resultando menos efeitos adversos. Na RA leve a moderada com sintomas persistentes, a terapêutica com corticosteróides nasais, em monoterapia, é considerado o tratamento de primeira linha. Por fim, a terapia de combinação é considerada a melhor opção para doentes com RA grave com sintomas persistentes. As intervenções terapêuticas farmacológicas ou não farmacológicas, algumas sem comprovação científica, como é o caso do uso dos probióticos, têm como objetivos prevenir e controlar sintomas minimizando reações adversas contribuindo para o desenvolvimento de um estilo de vida normal do doente.
- Rinite alérgica: patofisiologia, diagnóstico e terapêuticaPublication . Ribeiro, Maria Isabel; Morgado, ManuelA Rinite Alérgica (RA) é uma doença inflamatória que resulta de uma desordem iniciada pela mucosa nasal como resposta imune à inalação de alérgenos em indivíduos sensíveis. É caracterizada por sintomas nasais e oculares, predominantemente, rinorreia; obstrução nasal recorrente ou persistente, prurido nasal, espirros, olheiras escuras ou acinzentadas, lacrimejamento, prurido ocular, dilatação dos vasos sanguíneos da conjuntiva e sensibilidade à luz. Estes sintomas ocorrem durante 2 ou mais dias consecutivos por mais de 1 hora, na maioria dos dias. Este trabalho de investigação faz uma revisão sobre, a patofisiologia, os sintomas, o diagnóstico e a abordagem terapêutica à RA e foi o resultado de uma pesquisa bibliográfica realizada nas bases de dados SciELO, RCCAP e Pubmed. Foram consultados, fundamentalmente, artigos de revisão, publicados desde 2010. Utilizaram-se com maior frequência os descritores, de forma isolada ou associados, allergic rhinitis, epidemiology, pathophysiology, symptoms, therapeutic e diagnostic. Uma história completa e exame físico são os pilares do estabelecimento do diagnóstico da RA, contudo, o exame clínico e os testes de diagnóstico mostrando sensibilização a alérgenos inalantes, são fundamentais. Por exemplo, os testes específicos de IgE (pele ou sangue) são considerados o Gold Standard em doentes que não respondem ao tratamento empírico, quando o diagnóstico é incerto ou quando a identificação do alérgeno é necessário para o sucesso da terapêutica. No que diz respeito à terapêutica farmacológica, na RA leve com sintomas intermitentes, os anti-histamínicos orais são mais eficazes na prevenção do que na reversão da resposta histaminérgica, apresentando os da 2ª geração em relação aos de 1ª um melhor perfil. Por outro lado, em comparação com os anti-histamínicos orais, os intranasais oferecem a vantagem de proporcionar uma maior concentração de medicamento numa área alvo específica, resultando menos efeitos adversos. Na RA leve a moderada com sintomas persistentes, a terapêutica com corticosteróides nasais, em monoterapia, é considerado o tratamento de primeira linha. Por fim, a terapia de combinação é considerada a melhor opção para doentes com RA grave com sintomas persistentes. As intervenções terapêuticas farmacológicas ou não farmacológicas, algumas sem comprovação científica, como é o caso do uso dos probióticos, têm como objetivos prevenir e controlar sintomas minimizando reações adversas contribuindo para o desenvolvimento de um estilo de vida normal do doente.
