Percorrer por autor "Mello, Gabriel Augusto da Silveira"
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- Comportamento termomecânico de painéis compósitos de madeira/cortiçaPublication . Mello, Gabriel Augusto da Silveira; Mesquita, l.M.R.; Alves , Thiago Antonini; Santos, Gersonutilização da cortiça como material de construção em Portugal é uma alternativa promissora devido à sua ampla disponibilidade, rentabilidade e sustentabilidade em comparação com outros materiais. Pesquisas nessa área tornam-se cada vez mais relevantes, considerando que, em média, 5.000 civis morrem anualmente na Europa devido a incêndios. Este estudo tem como objetivo fabricar e investigar diferentes composições de aglomerados, analisando a influência de parâmetros como espessura, tipo de resina e percentual de madeira e cortiça nos ensaios de condutividade térmica, reação ao fogo e resistência mecânica. Ao todo, foram desenvolvidas sete composições distintas, variando em espessura (20 ou 25 mm), tipo de resina (UF ou MUF) e proporção relativa entre cortiça e aparas de madeira. Todas as composições geraram o mesmo número de amostras que foram utilizadas em testes de reação ao fogo no calorímetro de cone seguindo a norma EN ISO 13927 com um fluxo de calor de 50 kW/m², ensaios de flexão em 3 pontos consoante à norma ISO EN 310 com velocidade de 40 mm/min e testes de condutividade térmica de acordo com a norma BS EN 12667:2001 com uma variação de temperatura de 15 ºC. Os dados de HRR e THR demonstraram que, embora as resinas possuam um comportamento similar, a UF é levemente mais reativa ao fogo do que a MUF. Espessuras maiores apresentaram picos superiores de liberação de calor, muito por conta da quantidade maior de material a ser queimado. O percentual de madeira na composição resultou em picos inferiores de liberação de calor, mas a queima ocorreu mais rapidamente. Nos ensaios mecânicos, as amostras com maior percentual de cortiça demonstraram resistência superior às que continham mais aparas de madeira, apresentando valores de elasticidade e resistência à rutura próximos ou superiores ao dobro. A espessura, nesse caso, não influenciou significativamente os resultados. Quanto à condutividade térmica, a variação na espessura das composições não apresentou impacto significativo, tanto térmica quanto mecanicamente. As composições com maior percentual de aparas de madeira foram as que exibiram maior condutividade térmica.
