Percorrer por autor "Loureiro, Maria de Fátima de Siqueira"
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- Impacto do enfermeiro de reabilitação na capacidade funcional e respiratória pré cirurgia torácicaPublication . Loureiro, Maria de Fátima de Siqueira; Duarte, João; Sequeira, Aurora; Ferreira, Ana; Pancas, Rita; Novo, AndréA reabilitação pré-operatória (pré-habilitação), em contexto de consulta, é um recurso essencial para a optimização da capacidade funcional e pulmonar impactante na qualidade de vida, autocuidado e prevenção de complicações (Topa, et al., 2025). Esta pode incluir treino de exercício, educação para a saúde e reeducação funcional respiratória em pessoas com tumor de pulmão (Rosero, et al.2019; Piler, et al. 2023). O enfermeiro de reabilitação no seu core de competências sustenta a sua intervenção no contexto de pré-habilitação de cirurgia torácica. Objetivos Avaliar o impacto de um programa de enfermagem de reabilitação de pré habilitação em contexto de cirurgia torácica oncológica. Material e Métodos Estudo quasi-experimental, do tipo pré pós intervenção (programa de enfermagem de reabilitação), amostra não probabilística por conveniência, realizado no período de janeiro a setembro de 2025, num centro de cirurgia torácica português. Foram avaliados na consulta pré-operatória e na admissão prova de marcha 6 minutos, VO2máx estimado, espirometria (FEV1; CVF, PEF) e inspirometria volumétrica de incentivo. Foram incluídas 52 pessoas referenciadas para cirurgia torácica, com idade média de 65,81(±11,02) anos, maioritariamente do género masculino (59,62%), com cumprimento médio de 3 semanas do programa. 100% das pessoas fumadoras na consulta iniciaram desabituação tabágica. Houve uma melhoria clínica da capacidade funcional com incremento médio de 45,24 metros e de 1,26 mL·kg⁻¹·min⁻¹ do VO2máx estimado. Na componente respiratória, houve incremento médio de 639,42 ml do volume inspiratório, uma melhoria percentual do FEV1 (5,42%), da CVF (5%) e do PEF (10,50%) colocando este último em níveis médios normais (passando de 69,67% para 80,17%). Os enfermeiros de reabilitação desempenham um papel fundamental na otimização da capacidade funcional e respiratória dos doentes antes da cirurgia torácica. Estas intervenções contribuem não só para a melhoria do estado pré-operatório, com redução estimado do risco cirúrgico, como também para a potencial redução das complicações pós-operatórias e do tempo de internamento hospitalar, reforçando, assim, a necessidade da sua integração nos cuidados pré-cirúrgicos.
- Intervenção do enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação na gestão do regime de exercício da pessoa com patologia cardíacaPublication . Loureiro, Maria de Fátima de Siqueira; Novo, André; Nogueira, SusanaO desenvolvimento e progressão da doença cardiovascular está associado a fatores de risco cardiovascular que a precipitam ou agravam, sendo os programas de reabilitação cardíaca uma resposta de prevenção secundária que deve ser utilizada. Os programas de reabilitação cardíaca incluem a componente educacional, controlo de fatores de risco cardiovascular, para além do treino de exercício e atividade física, intervenção psicossocial, entre outros. O enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação tem um papel preponderante no controlo dos fatores de risco cardiovascular discutindo as práticas de risco com a pessoa e concebendo planos para a redução do risco de alterações da função cardíaca. Melhorar o conhecimento relativamente aos fatores de risco cardiovascular; implementar um programa educacional pelo enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação; avaliar o impacto do programa educacional na adesão ao regime de exercício. Estudo de abordagem quantitativa, com uma metodologia descritiva de grupo único do tipo pré e pós intervenção. A amostra são as pessoas que se deslocam à consulta de cardiologia de uma clínica privada localizada no centro de Portugal. A intervenção iniciou-se no dia da consulta de cardiologia e teve continuidade nos dois meses subsequentes, sendo composta por intervenções de natureza educacional. Foi aplicado um questionário de conhecimento sobre os fatores de risco cardiovascular elaborado pela investigadora e os níveis de atividade física com recurso ao questionário internacional de atividade física, assim como foi realizada a mensuração de passos com recurso a uma pulseira de pulso e avaliada a capacidade funcional no pré e pós intervenção através da prova de marcha de seis minutos. Foram incluídos no estudo 15 participantes maioritariamente do género masculino (67%), com uma média de idades de 77 anos e que na sua maioria (73%) apresentam risco cardiovascular muito elevado. Antes da intervenção apresentaram uma média de “respostas certas” de 13, enquanto no final apresentaram uma média de “respostas certas” de 18, num total de 20 perguntas. Na prova de marcha de 6 minutos apresentaram ganhos médios de 62 metros no pós-intervenção. Na mensuração de passos observou-se um aumento médio de 1217 passos comparativamente ao início da intervenção. Após implementação do questionário internacional da atividade física no pré e pós intervenção verificou-se que houve incremento dos níveis de atividade física, passando de uma maioria insuficientemente ativa (80%) para uma maioria moderadamente ativa (67%). Este estudo mostra que a implementação de programas educacionais em pessoas com patologia cardíaca, parece ter ganhos a nível de conhecimento e interferir de forma positiva na capacidade funcional e na gestão do regime de exercício. Tal evidencia a importância do papel do enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação, na componente educacional, enquanto promotor da literacia em saúde e autogestão da doença da pessoa com patologia cardíaca. Neste sentido espera-se que mais programas educacionais sejam implementados em pessoas com patologia cardíaca em contexto comunitário e que sejam incluídas também mais componentes dos programas de reabilitação cardíaca com o objetivo de minimizar um dos problemas de saúde pública.
