Percorrer por autor "Kupicki, Larissa Kelli"
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- Padrões de eclosão de posturas de Philaenus spumarius e Neophilaenus campestris (Hemiptera: Aphrophoridae), em ambiente de semi-campoPublication . Kupicki, Larissa Kelli; Rodrigues, Isabel; Pereira, J.A.; Andrade, Gilberto SantosPhilaenus spumarius e Neophilaenus campestris (Hemiptera: Aphrophoridae) são considerados vetores importantes de Xylella fastidiosa, uma bactéria fitopatogénica responsável por doenças severas que afetam diversas culturas agrícolas de elevado interesse económico. A compreensão da dinâmica entre as condições climáticas e a fenologia do desenvolvimento dos insetos é essencial para elucidar os ciclos de vida destes vetores e para a implementação de estratégias sustentáveis que visem mitigar a propagação desta bactéria. O presente estudo teve como objetivo investigar os padrões de eclosão dos ovos das referidas espécies de insetos vetores, bem como analisar a relação destes padrões com as variáveis ambientais de temperatura e humidade em cinco locais distintos no norte de Portugal. Indivíduos adultos foram capturados em campo, e em laboratório foram mantidos em caixas de cria com Medicago sativa e agulhas de pinheiro secas para promover a oviposição. No total, foram registadas três datas distintas de oviposição. As posturas de ovos foram divididas e alocadas em cinco locais experimentais, os quais apresentavam diferentes altitudes e condições de temperatura e humidade, incluindo ambientes controlados em estufas e ambientes semicampo. Os resultados demonstraram que a emergência das ninfas variou significativamente entre os diferentes locais e datas de oviposição. Philaenus spumarius apresentou uma emergência prolongada em condições controladas, enquanto N. campestris exibiu um padrão de emergência mais concentrado. Nos ambientes semicampo, a eclosão das ninfas ocorreu principalmente em fevereiro de 2024. A análise dos dados meteorológicos revelou que a temperatura e a humidade influenciaram diretamente a eclosão das ninfas, com variações marcantes observadas entre os diferentes locais. Conclui-se que a relação entre a fenologia do desenvolvimento ninfal e as condições climáticas é complexa e variável, dependendo de múltiplos fatores ambientais. A variabilidade nas datas de emergência sublinha a necessidade urgente de desenvolver ferramentas preditivas que possam auxiliar no controlo eficaz de P. spumarius e N. campestris. Estes resultados são fundamentais para o desenvolvimento de estratégias de gestão integrada de pragas, promovendo uma abordagem mais holística e sustentável na luta contra a disseminação de X. fastidiosa.
