Percorrer por autor "Fernandes, Helena Isabel Vara"
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- Práticas da Humidificação em OxigenoterapiaPublication . Fernandes, Helena Isabel Vara; Baptista, GoreteO presente Relatório de Estágio, realizado no âmbito do Mestrado em Enfermagem Médico-Cirúrgica na Área da Pessoa em Situação Crítica, consiste numa análise crítica e fundamentada do percurso de estágio, desenvolvido em três contextos de ensino clínico distintos: Serviço de Controlo de Infeção e Resistência aos Antimicrobianos, Serviço de urgência e Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente, integrados em duas Unidades Locais de Saúde do Norte de Portugal. O relatório está estruturado em duas partes: a primeira documenta o desenvolvimento de competências clínicas, comuns e específicas, conforme as diretrizes da Ordem dos Enfermeiros; o segundo apresenta o trabalho de investigação desenvolvido, baseado na prática especializada e orientado para a melhoria contínua da qualidade dos cuidados, com o tema “Práticas da humidificação em Oxigenoterapia”. Em cada uma das partes é feita uma análise crítica e reflexiva, sustentada na evidência científica e nos padrões de qualidade definidos pela profissão, com o intuito de evidenciar a evolução de competências, a capacidade de integração da teoria na prática e o impacto das experiências no crescimento pessoal e profissional enquanto futura enfermeira especialista. A escolha do tema do trabalho de investigação baseia-se na identificação de práticas díspares na administração de oxigenoterapia, nomeadamente no que respeita à humidificação, desinfeção e reprocessamento dos dispositivos utilizados nesta terapia. Objetivos: Analisar os processos de aprendizagem, de aquisição e desenvolvimento de competências, no âmbito da prestação de cuidados à pessoa em situação crítica; desenvolver uma proposta de melhoria para a prática de administração de oxigenoterapia humidificada numa ULS do Norte de Portugal, com base nas melhores evidências científicas e na análise da prática atual. Metodologia: O desenvolvimento de competências foi conseguido através dos contextos de ensino clínico, centrados no cuidado à pessoa em situação crítica (serviço de controlo de infeção e resistência aos antimicrobianos, serviço de urgência médico-cirúrgica e unidade de cuidados intensivos polivalente). Para o desenvolvimento da competência de investigação foi realizado um estudo observacional, analítico e transversal, com recolha direta e sistemática de dados junto de doentes internados a realizar oxigenoterapia, nos serviços de internamento de Medicina, Cirurgia, Serviço de Urgência e Serviço de Medicina Intensiva, que integram o departamento de emergência e medicina intensiva da Unidade Local de Saúde em estudo. A recolha de dados foi realizada através de uma grelha de registo estruturada, de observação direta, construída com base nos dispositivos de administração de oxigenoterapia e humidificação existentes na ULS em estudo e a recolha de dados decorreu no mês de dezembro de 2025. A amostra foi constituída por 61 observações de doentes a realizar oxigenoterapia. Para o tratamento dos dados, foi utilizado o software Excel, versão Microsoft 365 para Windows 11. Foram salvaguardados os princípios éticos. Resultados: As competências em análise consideram-se adquiridas, os contextos de ensino clínico contribuíram para o desenvolvimento e consolidação das mesmas. As competências comuns incluem a responsabilidade profissional, ética e legal; a melhoria contínua da qualidade; a gestão dos cuidados e o desenvolvimento das aprendizagens profissionais. Relativamente às competências específicas do enfermeiro especialista em enfermagem à pessoa em situação crítica incluem-se o cuidar da pessoa, família/cuidador a vivenciar processos complexos de doença crítica e/ou falência orgânica, dinamizar a resposta em situações de emergência, exceção e catástrofe, da conceção à ação e maximizar a prevenção, intervenção e controlo da infeção e de resistência a antimicrobianos perante a pessoa em situação crítica e/ou falência orgânica, face à complexidade da situação e à necessidade de respostas em tempo útil e adequadas (OE, 2018, 2019b). O trabalho de investigação revelou que as práticas em vigor na ULS em estudo, no que respeita à humidificação em oxigenoterapia não são uniformes, constataram-se práticas díspares na administração da oxigenoterapia. Dos 12 serviços visitados 4 têm práticas de humidificação da oxigenoterapia. As práticas identificadas não são uniformes entre os 4 serviços. Os meios e procedimentos de reprocessamento dos dispositivos médicos utilizados na humidificação em oxigenoterapia são respeitados na instituição. Conclusão: Os contextos de ensino clínico tiveram um contributo fundamental para o desenvolvimento das competências preconizadas para o enfermeiro especialista e mestre em enfermagem médico-cirúrgica na área de enfermagem à pessoa em situação crítica. As práticas de administração de oxigénio humidificado na ULS em estudo não são transversais a toda a instituição. A administração de oxigénio humidificado ou não humidificado não tem em conta a singularidade de cada doente, baseia-se em práticas próprias adotadas por cada serviço. As condições de reprocessamento dos dispositivos de humidificação são asseguradas. Os resultados obtidos neste estudo reforçam a importância da necessidade da existência de um documento orientador que regulamente a administração de oxigénio humidificado. A proposta de documento orientador foi submetida à Direção de Enfermagem da ULS e foi aprovada para publicação.
