Percorrer por autor "Cunha, Larissa Fonseca da"
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- Avaliação de Colónias de Apis mellifera iberiensis Sujeitas à Seleção DarwinianaPublication . Cunha, Larissa Fonseca da; Lopes, Ana RitaA apicultura enfrenta desafios globais devido ao complexo hospedeiro-parasita liderado pelo ácaro Varroa destructor. A Seleção Darwiniana, caracterizada pela ausência de aplicação de acaricidas, surge como uma estratégia evolutiva para a criação de populações localmente adaptadas e resilientes. O presente estudo teve como objetivo avaliar a sobrevivência e a dinâmica populacional das abelhas e da varroa de 53 colónias de Apis mellifera iberiensis sujeitas a este protocolo no Nordeste de Portugal (2024–2026). Monitorizou-se a infestação por varroa (forética e queda natural), assim como o comportamento defensivo. A monitorização contínua do peso e temperatura interna do ninho foi garantida através do sistema de telemetria BEEP. A origem materna foi caracterizada via análise de DNA mitocondrial, enquanto que a avaliação da infestação e dos possíveis preditores de sobrevivência foi realizada através da aplicação de Modelos Lineares Mistos e Modelos de Risco Proporcional de Cox. A análise do DNA mitocondrial revelou que 85% das colónias pertencem à linhagem africana (A), enquanto que as restantes 15% pertencem a linhagens europeias (M e C). O ensaio culminou numa mortalidade global de 94%, sendo que as 3 colónias sobreviventes são da linhagem A. A modelação de Cox revelou uma contrapartida populacional, nomeadamente, as colónias mais fortes em julho apresentaram um risco letal significativamente maior no inverno (risco de mortalidade aumenta 32,8% para cada quadro de abelhas e unidade de varroa), associado à elevada disponibilidade de criação para a reprodução do ácaro. Estatisticamente, a letalidade associada à varroa concentrou-se nos meses de junho e setembro, comprometendo o desenvolvimento fisiológico das abelhas de inverno. O comportamento defensivo, avaliado pelo teste de agressividade, não apresentou correlação com a sobrevivência, sugerindo independência genética face à resistência ao ácaro. A telemetria corroborou o declínio em 2025, em que perdas precoces de peso e severas amplitudes térmicas internas (até 15 ºC) funcionaram como indicadores da perda de termorregulação das colónias. Conclui-se que o protocolo foi um filtro seletivo eficaz na identificação de genótipos locais tolerantes (Rainhas 1 e 12), sendo a resistência à varroa fortemente dependente da origem genética materna e não do vigor populacional da colónia na época apícola ativa.
