Percorrer por autor "Cruz, Manuel Alexandre Miranda da"
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- Envelhecimento biológico - teorias e alteraçõesPublication . Magalhães, Carlos Pires; Rodrigues, Carina; Cruz, Manuel Alexandre Miranda da; Cruz, João Ricardo Miranda daDe acordo com Lima (2010) o envelhecimento inicia-se logo na conceção, prosseguindo ao longo da vida até ao final da mesma, não podendo ser evitado. O envelhecimento é um processo universal, progressivo e intrínseco, responsável por alterações biopsicossociais, cuja ocorrência não se dá exatamente no mesmo momento, nem afeta de forma idêntica as pessoas (assíncrono e multiforme), sendo influenciado por diversos fatores, existindo funções que se podem conservar até idades mais avançadas (Novoa et al., 2005). No mesmo sentido, Jacob (2019) refere-nos que se trata de um processo gradual e pessoal, vivenciado de forma distinta e única por cada individuo. Como processo complexo, o mesmo pode ser descrito em termos cronológicos, fisiológicos e ao nível funcional (Williams, 2020). Jeckel-Neto e Cunha (2006) salientam-nos que o termo envelhecimento é comumente utilizado para “descrever as mudanças morfofuncionais ao longo da vida que ocorrem após a maturação sexual e que, progressivamente, comprometem a capacidade de reposta dos indivíduos ao stresse ambiental e à manutenção da homeostasia” (p. 13). Para Almeida (1999) o conceito de envelhecimento constrói-se a partir de múltiplos elementos, como os valores, os padrões de comportamento, o sistema moral e as experiências prévias de cada pessoa, resultantes da formação individual, do contacto familiar e com amigos idosos. Num estudo exploratório, qualitativo, efetuado por Nascimento de Souza et al. (2020), que visou conhecer a perceção dos idosos de uma Universidade Aberta à Terceira Idade sobre o envelhecimento, concluiu-se que estes o
- O sono na pessoa idosaPublication . Cruz, João Ricardo Miranda da; Cruz, Manuel Alexandre Miranda da; Magalhães, Carlos PiresO sono carateriza-se por deter uma estrutura fisiológica própria, cumprindo um papel determinante ao nível da recuperação e restauração de energia do organismo, fomentando o desenvolvimento físico e mental. A qualidade do sono constitui-se, atualmente, como um indicador de saúde relevante, tendo adquirido um interesse significativo por parte dos profissionais de saúde, em virtude de estar intimamente relacionado com o estado de saúde da pessoa e diretamente com a sua qualidade de vida (Ribeiro, 2012). As alterações do sono ocorrem com uma prevalência crescente com o processo de envelhecimento, em que se estima que aconteçam em mais de 50% dos idosos. Naturalmente vai propiciar a ocorrência de alterações significativas na sua homeostasia e vida quotidiana, contribuindo para o isolamento social e o surgimento de patologias de natureza física e mental, condicionando assinalavelmente a qualidade de vida do idoso. Os vários estudos refletem que o idoso tem dificuldade em manter o sono pelo ciclo das 7/8 horas necessárias, apresenta despertar mais precoce, diminuição da eficiência e da sensação reparadora do sono, aumento de despertares noturnos e decréscimo da duração total de sono, refletido na redução do tempo correspondente à fase III e IV de sono com movimento não rápido dos olhos (NREM) e do sono com movimento rápido dos olhos (REM) (Raposo, 2015). Para Paiva e Nunes (2014), o envelhecimento carateriza-se por alterações de distinta ordem, podendo-se elencar: cerebrais, circadianas, neuroendócrinas, corporais, autonómicas, ocupacionais, psicológicas e existenciais que vão influir diretamente no ciclo sono/vigília. Portanto, toda esta realidade, torna a população idosa suscetível a alterações no sono constituindose como um fenómeno complexo e exigindo intervenções diferenciadas e multidisciplinares, com especial atenção e cuidado na gestão farmacológica.
