Percorrer por autor "Coelho, Maria Eduarda"
A mostrar 1 - 2 de 2
Resultados por página
Opções de ordenação
- Caracterização da capacidade de equilíbrio estático e dinâmico de jovens universitáriosPublication . Rodrigues, Pedro M.; Coelho, Maria Eduarda; Vasques, CatarinaO equilíbrio ortostático pode definir-se como um equilíbrio estável e móvel, constantemente submetido a uma regulação exercida através do sistema de regulação do controlo postural fino. Este processo corresponde à integração de dois fenómenos – o da regulação da atividade tónico-postural, que condiciona a posição recíproca das peças do esqueleto (postura propriamente dita); e o do controlo das oscilações posturais, que mantém o centro de gravidade dentro dessa pequena superfície (equilíbrio). O equilíbrio humano divide-se em duas estratégias diferentes. Uma está relacionada com o equilíbrio estático (estável), com carácter automático e inconsciente a outra estratégia está relacionada com o equilíbrio dinâmico (instável). Segundo diversos estudos a capacidade de equilíbrio parece estar associada às variáveis antropométricas e composição corporal. Objectivo: Neste sentido, foi objetivo do presente estudo comparar o equilíbrio estático e dinâmico por sexo e verificar a sua associação com o índice de massa gorda (IMC) e a percentagem de massa gorda (PMG) em estudantes universitários. Metodologia: A amostra foi constituída por 171 estudantes (48 raparigas e 123 rapazes), do curso de Licenciatura em Desporto do Instituto Politécnico de Bragança, com uma idade média de 21,00 (±4,04) anos. Foi avaliada a massa corporal e a estatura e posteriormente calculado o IMC [massa corporal(kg)/estatura2(m)]. Para a avaliação da PMG utilizou-se uma balança de bioimpedância, modelo Tanita®, BC-545. Para a análise do comportamento postural ortostático foi utilizada uma plataforma de posturográfica estática, da marca QFP, acoplada a um computador portátil. O equilíbrio dinâmico foi avaliado através do teste de 30 segundos em plataforma de equilíbrio. Resultados: Os resultados do t-teste demonstraram diferenças entre sexos no 1 apoio DRT (p=0,025), 1 apoio ESQ (p=0,005) e Surface (p=0,008), tendo as raparigas melhores prestações. O coeficiente de correlação de Pearson revelou uma associação significativa entre o IMC e 1 apoio DRT (r=0,243; p=0,004) e 1 apoio ESQ (r=0,221; p=0,010), mantendo-se estas associações significativas apenas no sexo masculino. Relativamente à PMG, apenas no sexo masculino se verificaram associações significativas entre a PMG e o 1 apoio DRT (r=0,266; p=0,008), 1 apoio ESQ (r=0,292; p=0,003) e Surface (r=0,245; p=0,24). Para a amostra total e no sexo feminino estas associações não foram significativas. Conclusão: Verifica-se que as estudantes universitárias apresentaram melhores prestações no equilíbrio estático e dinâmico. O IMC parece estar associado aos resultados do teste de equilíbrio dinâmico unipodal, à direita e à esquerda. Verificaram-se associações fracas na amostra total e no sexo masculino no equilíbrio dinâmico. No sexo masculino, a PMG relacionou-se com o equilíbrio estático e dinâmico.
- Comportamentos diários (24 horas) de crianças em idade pré-escolar durante o confinamento geral (COVID-19)Publication . Vasques, Catarina; Coelho, Maria Eduarda; Sá, Carla; Magalhães, PedroEste estudo teve como objetivo caracterizar e determinar a proporção de crianças que cumpre as recomendações relativas aos comportamentos diários (24horas) durante o confinamento, devido à COVID-19. Participaram 121 crianças do pré-escolar (3,20-6,40 anos) da região de Bragança (64 raparigas, 57 rapazes). Foi preenchido um questionário online pelos pais durante o período de confinamento para recolher dados acerca das seguintes variáveis (durante a semana (SM) e fim de semana (FDS)): horas a ver televisão (TV em estudo/lazer), horas no computador (PC em estudo/lazer), horas em atividade física (AF em casa/ao ar livre) e horas de sono. Foram utilizadas as recomendações diárias para crianças da OMS (2019): <1h em atividades de ecrã; >10h de sono e >2h AF. Os dados demonstram que as crianças despendem mais tempo à SM a ver TV em estudo (1,03±0,86 vs. 0,70±0,78) e no PC em estudo (0,90±0,92 vs. 0,69±1,01) do que ao FDS (p<0,01; p=0,002, respetivamente); e, mais tempo ao FDS em AF ao ar livre (1,74±1,27 vs. 1,32±0,88) e horas de sono (10,30±1,24 vs. 9,97±1,17) do que à SM (p<0,01). Relativamente às recomendações da OMS verifica-se que durante o confinamento 81,8% das crianças cumpriram as recomendações para a AF, 64,5% para o sono e apenas 6,6% para o tempo em atividades de ecrã. Concluindo, durante o confinamento motivado pela pandemia COVID-19, as horas de exposição ao ecrã parecem ser a variável que carece de maior atenção em estudos de intervenção em crianças do pré-escolar.
