Percorrer por autor "Coelho, Joana Patrícia Mendes"
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- Identificação e quantificação de compostos fenólicos em própolis da região sul do Brasil. Avaliação da atividade antioxidante por técnicas espectroscópicas e eletroquímicasPublication . Coelho, Joana Patrícia Mendes; Vilas-Boas, MiguelA própolis é uma substância resinosa recolhida pelas abelhas Apis mellifera em diversas fontes vegetais, e utilizada na colmeia para selar as paredes, para fortalecer as extremidades dos favos ou para embalsamar invasores mortos. A especificidade química da própolis é determinada diretamente pela variabilidade das origens vegetais, e também pelas características geográficas e climáticas do local de proveniência. A própolis de regiões tropicais, em particular a própolis de origem Brasileira, é objeto de muitos estudos científicos devido à sua atividade biológica elevada. Em termos comerciais, a própolis verde, predominante no sudeste Brasileiro, é a mais importante, com uma composição rica em derivados prenilados do ácido p-cumárico, como a artepilina C e ácidos cafeoilquínicos. Estas substâncias estão associadas aos rebentos da planta alecrim-do-campo, Baccharis dracunculifolia. Este trabalho teve como objetivo a identificação e a quantificação de compostos fenólicos em dezassete amostras de própolis proveniente do sul e sudeste do Brasil e a avaliação da atividade antioxidante por técnicas espectroscópicas e eletroquímicas. Desta forma, foi caracterizada a cor das amostras, pela determinação dos parâmetros CIELAB. Avaliou-se o conteúdo em fenóis totais, flavonas/flavonóis e flavanonas/di-hidroflavonóis por métodos espetrofotométricos. O perfil fenólico e a sua quantificação foi efetuada por cromatografia líquida acoplada a espectrometria de massa (LC-MS) e por cromatografia líquida de alto desempenho com um detetor diode-array (HPLC-DAD). Para avaliar a atividade antioxidante dos extratos foram realizados ensaios da capacidade captadora de radicais livres (DPPH) e avaliação do poder redutor bem como a avaliação do total de compostos electroativos por voltametria de impulso diferencial (DPV). Assim, foi possível determinar dois tipos de própolis através do seu perfil cromatográfico e espectroscópico, um do tipo verde, com origem nos rebentos de Baccharis dracunculifolia, em que os compostos maioritários foram o ácido dicafeoilquínico e o seu isómero, assim como a artepilina C, e o outro com uma composição fenólica similar ao própolis de choupo, presente em apenas uma das amostra (RGS3) e com uma composição rica em pinocembrina, crisina e acetato de 3-O-pinobanksina. As amostras que obtiveram uma maior atividade antioxidante, pertencem à região de Minas Gerais, com níveis de 0.02mg/mL para o DPPH, 0.99 g/g de extrato para o poder redutor e 0.60 mg/mL para a atividade antioxidante avaliadas para as técnicas eletroquimicas.
