Percorrer por autor "Chelas, S."
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- Estudo forense do sanguePublication . Vaz, Josiana A.; Chelas, S.; Santos, S.; Queirós, B.; Gonçalves, A.; Pereira, M.; Alves, Maria JoséActualmente, a Ciência Forense recebe valiosa atenção tanto por académicos, cientistas, especialistas nas mais diversas áreas como por simples curiosos que em nada estão associados à Criminalística, a sua popularidade está no auge. Esta ciência tem se tornado, cada vez mais, uma parte vital da Justiça Criminal. Como parte integrante desta ciência, a Medicina Legal ocupa um lugar de valor inestimável e as suas perícias de laboratório são indispensáveis na identificação do corpo de delito, principalmente quando os vestígios biológicos forem sangue, esperma, pêlos, saliva, entre outros. O sangue é um dos vestígios biológicos mais comuns em qualquer cena de crime. Assim sendo o perito forense está bastante familiarizado com este tipo de vestígio, sendo um dos seus objectivos na análise da cena do crime a detecção de evidência de sangue. Existem situações em que a mancha de sangue é evidente. Quando se localiza, por exemplo, próximo ao corpo alvejado por um disparo de arma de fogo. Contudo, há casos em que a mancha não é explícita. Existe a possibilidade, também, de que o criminoso limpe a cena do crime. Foi realizada uma profunda e completa revisão bibliográfica de revistas, publicações da área e manuais e recomendações técnicas de laboratórios forenses de referência. As análises forenses baseiam-se sobretudo nas técnicas e métodos da Imunologia, Química, Bioquímica, bem como na Microscopia, Cristalografia, Cromatografia, Fluorescência, Fosforescência entre outros. Uma amálgama de princípios de técnicas que são adaptadas das outras ciências para ser possível a sua utilização na área forense, uma vez que a amostragem é bastante diferente da das outras ciências. As amostras forenses são normalmente escassas, degradadas e com origem desconhecida, estas condições dificultam o seu manuseamento, obrigando a outro tipo de cuidados. Genericamente é este o percurso que as amostras de sangue seguem para a sua detecção e identificação, com o objectivo maior que é a reconstituição e resolução do acto criminoso. Actualmente, alguns destes testes vão caindo em desuso, muito por causa da mais recente tecnologia de Biologia Molecular, em que é possível a determinação precisa e especifica do perfil genético da amostra e assim compara-la com os perfis dos suspeitos e vítimas possibilitando a identificação de forma inequívoca do agente causador do crime. Mas a importância destes testes é imensa na prática forense e justifica a sua utilização pelas suas inúmeras vantagens. São testes mais simples, rápidos, económicos, que permitem a obtenção de resultados por vezes imediatos facilitando o desenvolvimento das técnicas de biologia molecular, ou seja podem até ser vistos como testes iniciais de triagem com o objectivo final da identificação genética. Assim, faz todo o sentido a sua utilização na prática forense. A sua exploração é uma enorme mais-valia para a resolução de crimes.
- Estudo forense do sémenPublication . Vaz, Josiana A.; Chelas, S.; Santos, S.; Queirós, B.; Gonçalves, A.; Pereira, M.; Alves, Maria JoséO estudo dos fluidos seminais na cena do crime está directamente ligado a crimes de índole sexual, sendo este de importância vital aquando da reconstrução do acto do crime e na identificação do agressor. O sémen é segregado pelos órgãos reprodutores masculinos, sendo o suporte líquido dos espermatozóides. Segundo Pinheiro (2008), este vestígio pode ser encontrado em manchas no vestuário, lençóis, almofadas, móveis, chão, veículos, tapetes, entre outros. O sémen, antes de secar, possui um odor alcalino muito característico e contem milhões de espermatozóides. Depois de secar, a mancha perde o seu odor, os espermatozóides morrem, adquire uma coloração branco acinzentada e por vezes amarelada, dando aos tecidos um efeito engomado. Análises forenses a que o sémen pode ser sujeito: detecção de sémen (se de facto se trata de sémen ou não); identificação da sua origem (humana ou não); determinação do grupo sanguíneo; identificação do tipo de ejaculação (interna ou externa); determinações toxicológicas (detecção de drogas); exames genéticos (DNA). Este trabalho teve como objectivo a revisão de todo o processo de investigação criminal de sémen como amostra biológica forense.
