Percorrer por autor "Bortolozzo, Paulo Henrique"
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- Instabilidade do montante da alma de vigas alveolares: estudo experimental e numéricoPublication . Bortolozzo, Paulo Henrique; Mesquita, L.M.R.; Homrich, Jefferson Teixeira OleaAs vigas alveolares são caracterizadas por apresentarem furos ao longo de sua alma, sejam eles em formato hexagonal (casteladas), sinusoidal ou circular (celulares), sendo estas últimas objeto de estudo do presente trabalho, apresentando ou não uma expansão da alma. A presença de furos ao longo das vigas proporciona uma leveza e liberdade do ponto de vista arquitetônico, além de promover uma perda de peso significativa em comparação com as vigas sólidas e servir de passagens de sistemas de ventilação e instalações técnicas. Em contrapartida, o incremento de furos junto às vigas ocasiona modos locais de instabilidade, como a encurvadura do montante de alma, que podem ser impulsionados pela presença de temperaturas elevadas, como em um caso de incêndio. O presente trabalho busca a partir de métodos analíticos, análise numérica e ensaios experimentais determinar o comportamento de vigas alveolares, avaliando a influência da temperatura e dos parâmetros geométricos na resistência da viga e em seus modos de colapso, com ênfase na instabilidade do montante da alma. Para tal, foram selecionadas 8 vigas com geometrias diferentes, sendo 3 furos em cada viga, variando seus espaçamentos entre furos e seus diâmetros, além de mais 2 vigas sólidas para efeito de comparação, que seriam ensaiadas à flexão simulando uma viga encastrada. A pandemia ocasionada pelo COVID-19 impediu que todos os ensaios fossem realizados, sendo possível realizar apenas os ensaios com as vigas sólidas. Utilizando o Método dos Elementos Finitos foram realizadas análises lineares e não lineares com elementos do tipo casca SHELL181 do software ANSYS, para diferentes geometrias de furos, assim como altura da seção transversal e temperaturas (20oC, 400 oC, 500 oC, 600 oC e 700 oC). As vigas estudadas são encastradas com uma carga pontual na extremidade livre, sob uma temperatura uniformemente aplicada. Os resultados foram comparados com os obtidos a partir dos ensaios experimentais e apresentaram divergência nos deslocamentos verticais, provavelmente ocasionados pela dificuldade em garantir o encastramento da estrutura. Os valores de cálculo da tensão de compressão máxima proposta por Lawson se mostraram eficientes para montantes de alma iguais a 0.1h e para montantes iguais a 0.2h, a metodologia proposta por Bitar apresentou melhores resultados. Por fim, para os valores de carga de colapso, as vigas se mostraram mais sensíveis ao aumento do diâmetro do que o espaçamento entre furos.
