Percorrer por autor "Amado, Liliana Isabel Ramalho"
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- Mobbing em Enfermeiros – Estudo na Área da Enfermagem à Pessoa em Situação CríticaPublication . Amado, Liliana Isabel Ramalho; Veiga-Branco, Augusta; Pires, Luís Carlos AlmeidaO Mobbing é um fenómeno que é exposto na literatura científica, seja na componente laboral em Enfermagem em geral, seja na área da Pessoa em Situação Crítica (EPSC), com consequências a nível biológico, psicossocial, cultural e espiritual. Objetivo geral: Analisar o nível de prevalência de Mobbing e o impacto pessoal e profissional, segundo a perceção da amostra, no contexto laboral dos Enfermeiros na área da EPSC. Objetivos específicos: Analisar as associações estatisticamente significativas entre as Dimensões do Mobbing e as variáveis sociodemográficas da amostra; identificar o perfil dos agressores, das vítimas e dos espetadores, bem como as estratégias de Coping utilizadas perante as condutas de Mobbing, em contexto de EPSC. Métodos: Estudo de carácter transversal e analítico, a partir da análise aos dados recolhidos, através da aplicação do Instrumento de Recolha de Dados (IRD), “Leymann Inventory of Psychological Terrorization (LIPT – 60)” validado numa população de Enfermeiros portugueses (Carvalho, 2009; João, 2012) a partir do original (González de Rivera & Rodríguez-Abuín 2005). O questionário foi aplicado, em formato digital através da plataforma Google Forms, a uma amostra de 226 Enfermeiros que prestam cuidados na área da EPSC. Esta amostra é maioritariamente feminina (77,0%), com média de idade de 40,36 anos, em situação de conjugalidade (64,2%) e formação académica para além da licenciatura (65,4%). Resultados: A análise revelou que o nível de prevalência global de Mobbing era de 23,9%, ou seja 54 Enfermeiros da amostra, assumiram terem sido vítimas de Mobbing, e, com maiores pontuações nas seguintes Dimensões: no Bloqueio à Comunicação (𝑥 =1,47; DP= 0,63), na Difamação (𝑥 = 1,15; DP= 0,54) e no Isolamento (𝑥 = 1,00; DP= 0,44). Relativamente ao impacto pessoal e profissional, segundo a perceção da amostra, verificou-se que a nível pessoal, 88,9% das vítimas afirmaram ter tido consequências a nível físico e/ou mental, e destes, 49,2% destacam sintomas como ansiedade, e 27,3% assumem ter insónias e 24,2% insegurança. No plano profissional, 64,8% dos participantes, vítimas, afirmaram que as experiências de Mobbing, comprometeram o seu desempenho no local de trabalho. Além disto, também foram identificadas associações estatisticamente significativas entre o Mobbing e variáveis como o género (p = 0,027), o tipo de contrato (p = 0,010), o grau académico (p = 0,009) e o horário de trabalho (p = 0,015). Os resultados sugerem que as vítimas de Mobbing em contexto de EPSC são, predominantemente, enfermeiras com contrato a termo, sem título de especialista e com horário fixo. Os principais agressores identificados foram superiores hierárquicos (40,7%) e colegas da mesma categoria profissional (42,6%). No que diz respeito aos espetadores, num total de 111 (49,11%) – são maioritariamente do género feminino (80,18%), 6,3% são enfermeiros com Especialidade, 4,5% detêm Mestrado, e um é Doutor. Relativamente às estratégias de Coping foi verificado que a maioria das vítimas (59,3%) não procurou ajuda e as formas utilizadas para superar o Mobbing foram: aprender a não se deixar perturbar (44,4%) e manifestar indiferença perante as situações de abuso (14,8%). Conclusão: Os resultados obtidos demonstram a presença real e persistente do Mobbing nos contextos de EPSC, o que reforça a necessidade de políticas institucionais eficazes, formação contínua e liderança ética. Este estudo permitiu aprofundar a compreensão do fenómeno, o que contribui para a construção de ambientes laborais mais seguros e humanizados para os profissionais de Enfermagem.
- Prevalência de diferentes perfis de liderança nas equipas de enfermagem: revisão sistemática da literaturaPublication . Anes, Eugénia; Versos, Ana; Rodrigues, Joana Almeida; Amado, Liliana Isabel Ramalho; Poça, Matilde Cristina Costa daO cumprimento dos desígnios de cada organização é alcançado quando os chefes/responsáveis (líderes) de cada organização assumem o desafio de gestão e coordenação da capacidade e do conhecimento dos seus colaboradores para que assim sejam alcançados os objetivos delineados por cada serviço (Fradique & Mendes, 2013). O papel que cada enfermeiro desenvolve na gestão e na liderança é fundamental para a criação de cuidados e de serviços de excelência. A liderança em enfermagem inclui a “direção e orientação de outros, bem como a criação de um ambiente e de condições de excelência favoráveis ao desenvolvimento continuo e à qualidade dos cuidados” (Ordem dos Enfermeiros, 2000 p.1). Liderar com eficácia é sobretudo a capacidade de desenvolver um interesse genuíno pelas pessoas que colaboram connosco e o talento para gerar sentimentos positivos nestas pessoas (Goleman, 2015). Este aultor apresenta 6 tipos de liderança: a visionária (partilha de sonhos), o coaching (individuos e metas), a aflitiva (individuos e emoções), a democrática (compromisso de participação), a pacesetting (desafios e metas) e a dominante (coerciva). Assim sendo, os enfermeiros gestores devem ser agentes de mudança, para novas lideranças que motivem as pessoas a agir e não se limitarem a legar ordens. Foi desenvolvido um estudo no sentido de conhecer a prevalência de diferentes perfis de liderança nas equipas de enfermagem. A questão formuladas para este estudo foi identificar os perfis de liderança do Enfermeiro-Chefe. Foi utilizado o método da revisão sistemática da literatura PO, com base na classificação PI(C)O-Participantes, Intervenções, Comparações e Resultados. Realizou-se uma pesquisa na plataforma ISI Web of Knowledge com os seguintes descritores: leader* profile; leader* style; leader* type; nursing staff; nursing team; nursing manager e midwifery. Cruzaram-se os seguintes descritores, leader* profile or leader* style or leader* type and nursing staff or nursing team or nursing manager or midwifery. Estabeleceram-se como critérios de inclusão: artigos publicados na última década, em países de origem latina (nos países do Brasil, Itália, Portugal, Espanha, França, Argêntina e Chile). Da pesquisa emergiram 37 artigos, dos quais após análise dos resumos, foram excluidos aqueles em que a mostra eram outros profissionais de saúde, artigos não disponíveis em texto completo e artigos não gratuitos. Feita a avaliação crítica da qualidade dos estudos, resultou uma amostra de dois artigos. O estudo de Álvarez, Sotomayor, Figueroa, Hernández e Martinéz (2013) tem como amostra 214 enfermeiros de ambos os sexos a exercer funções em cuidados diferenciados. Os estilos de liderança identificados pelos enfermeiros com maior prevalência foram o “entrenador” , seguido do estilo “delegador” . Pelo que podemos determinar , com base nos estilos de liderança assumidos no enquadramento, que o estilo com maior referência é o de coaching. O estudo de Furtado, Batista e Silva (2011) contempla 266 enfermeiras , das quais 22 são chefes e 244 são enfermeiras com funções de chefia. A auto-avaliação efetuada por estas enfermeiras em relação ao seu estilo de liderança, evidencia como estilo “persuading/sharing” , que reportamos para o estilo visionário. Concluímos, que quando são os profissionais prestadores de cuidados a avaliar os seus líderes em relação à liderança o estilo predominante encontrado foi o de líder coaching, em contrapartida quando são os próprios líderes a fazer a sua auto-avaliação estes revêem-se como líderes visionários na sua maioria. Relativamente à satisfação dos enfermeiros relacionada com o tipo de liderança são os chefiados por líderes coaching e o visionário os responsáveis por profissionais mais satisfeitos. O reduzido número de trabalhos encontrados constitui limitação deste estudo.
