Percorrer por autor "Alves, Augusto Miguel Ferreira"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- Prevenção da Infeção do Local Cirúrgico: Conhecimentos dos Enfermeiros do Serviço de Medicina IntensivaPublication . Alves, Augusto Miguel Ferreira; Magalhães, Carlos PiresOs estágios profissionais são um pilar estrutural do Mestrado em Enfermagem Médico-Cirúrgica, o que permite o desenvolvimento de competências especializadas no cuidado à pessoa em situação crítica. Paralelamente, a infeção do local cirúrgico mantém-se como uma das complicações pós-operatórias mais frequentes, com impacto relevante na morbilidade, mortalidade e custos na saúde, e os enfermeiros assumem um papel fundamental na sua prevenção. Objetivos: Refletir sobre o desenvolvimento de competências adquiridas nos estágios e avaliar os conhecimentos dos enfermeiros de um Serviço de Medicina Intensiva sobre a prevenção da infeção do local cirúrgico. Métodos: O relatório foi organizado em duas partes: uma primeira, de natureza descritiva e refletiva, relativa ao percurso desenvolvido em três contextos de estágio; e uma segunda, um estudo quantitativo, descritivo-correlacional e transversal. A amostra integrou 40 enfermeiros de um Serviço de Medicina Intensiva do norte de Portugal. A recolha de dados decorreu entre fevereiro e maio de 2025, através do Questionário de Conhecimentos sobre Prevenção da Infeção do Local Cirúrgico (QCPILOC). Os dados foram analisados com recurso ao IBM SPSS Statistics, versão 30. Resultados: Os estágios contribuíram para a consolidação de competências comuns e específicas do enfermeiro especialista, nomeadamente na prestação de cuidados à pessoa em situação crítica, na gestão dos cuidados, na melhoria contínua da qualidade e na prevenção e controlo da infeção. No estudo empírico, os enfermeiros apresentaram um nível globalmente elevado de conhecimento sobre prevenção da infeção do local cirúrgico, com score médio de 109,43 pontos (DP = 5,87). As dimensões com melhores resultados foram “Classificação e procedimentos relativos à ferida cirúrgica” (89,6%) e “Medidas preventivas relativas ao pós-operatório” (88,9%), enquanto “Caso clínico 1” (38,1%), “Infeção por anaeróbios” (41,5%) e “Planeamento e limpeza de uma sala de tratamento” (57,5%) revelaram maiores fragilidades. Verificaram-se associações significativas entre idade e planeamento/limpeza da sala de tratamento, entre número de horas de formação e vigilância epidemiológica, e entre duplo emprego e fases de cicatrização. Conclusão: Os estágios revelaram-se fundamentais para o desenvolvimento de competências especializadas em Enfermagem Médico-Cirúrgica. Os enfermeiros apresentaram conhecimentos globalmente satisfatórios sobre prevenção da infeção do local cirúrgico, apesar de persistirem lacunas em áreas específicas, o que reforça a necessidade de formação contínua direcionada para a melhoria da qualidade e segurança dos cuidados.
