Percorrer por autor "Abreu, Arthur Geraldo Nogueira de"
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- Anális e do impacto do investimento em investigação e desenvolvimento nas empresas listadas no PSI: desempenho, competitividade e inovaçãoPublication . Abreu, Arthur Geraldo Nogueira de; Monte, Ana Paula; Cardim, SofiaNas últimas décadas, a inovação consolidou-se com um dos pilares do crescimento sustentável e da competitividade empresarial. À medida que os mercados se tornaram mais dinâmicos e globalizados, o investimento em I&D passou a representar não apenas uma estratégia económica, mas também um compromisso com o futuro das organizações e da sociedade (Artz et al., 2010; Izidoro et al., 2020). O avanço tecnológico, aliado à digitalização e às transformações energéticas, tem levado as empresas a repensarem os seus modelos de negócio, reforçando a importância do conhecimento como ativo essencial (Bousquet et al., 2023; Lu et al., 2025). Neste contexto, o presente estudo analisa a associação entre o investimento em I&D e o desempenho, inovação e competitividade das empresas portuguesas listadas no PSI, entre 2022 e 2024. Adotou-se uma metodologia mista (Tashakkori & Teddlie, 2010), combinando uma análise quantitativa, centrada na relação entre o investimento em I&D e indicadores financeiros como resultado líquido, EBITDA, dívida líquida entre outros, com uma análise qualitativa baseada na leitura e codificação dos relatórios anuais das empresas (Krippendorff, 2018). Os resultados demostraram que a relação entre I&D e desempenho financeiro é parcialmente positiva, com correlações significativas para o resultado líquido e o EBITDA, mas sem evidências consistentes para outros indicadores de rentabilidade. Verificou-se, ainda, que o investimento em I&D não apresenta impacto imediato na valorização acionista, sugerindo efeitos de médio e longo prazo (Insee & Suttipun, 2023). A análise qualitativa destacou o setor energético, liderado pela EDP e pela Galp, como exemplo de inovação estruturada e alinhada ao princípio da destruição criativa de Schumpeter (1942). Conclui-se que o investimento em I&D constitui um vetor essecial para a sustentabilidade e a competitividade das empresas portuguesas, ainda que os seus efeitos financeiros sejam graduais e diferenciados entre setores.
