Teses de Mestrado ESSa
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Percorrer Teses de Mestrado ESSa por autor "Afonso, Arlindo José Cardoso"
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- Percepção da carga individual de trabalho dos enfermeiros de um serviço de urgência de uma unidade de local de saúde do norte de PortugalPublication . Afonso, Arlindo José Cardoso; Magalhães, Carlos PiresO presente relatório de ensino clínico, elaborado no âmbito do Mestrado em Enfermagem Médico-Cirúrgica na área da Pessoa em Situação Crítica, evidencia o desenvolvimento das competências gerais e específicas do enfermeiro especialista, bem como a capacidade de análise crítico-reflexiva adquirida nos diferentes contextos de prática. O trabalho organiza-se em duas partes: a primeira aborda o percurso formativo e o aperfeiçoamento das competências clínicas; a segunda apresenta um estudo de investigação sobre a perceção da carga individual de trabalho dos enfermeiros num serviço de urgência de uma ULS do Norte de Portugal. Na componente prática, realizada em cuidados intermédios, cuidados intensivos polivalentes e serviço de urgência, foi possível consolidar competências avançadas no cuidado à pessoa em situação crítica. Destacam-se a gestão do cuidado em instabilidade clínica, tomada de decisão em contextos complexos, liderança de equipas e garantia da segurança e qualidade dos cuidados. Estas competências revelam-se essenciais para a redução da perceção de sobrecarga e para a promoção de ambientes de trabalho seguros, influenciando a satisfação e retenção dos profissionais. A investigação desenvolvida teve como objetivo analisar a perceção da carga individual de trabalho dos enfermeiros e identificar fatores sociodemográficos e profissionais associados. Trata-se de um estudo descritivo, correlacional, transversal e quantitativo, realizado com 85 enfermeiros de um universo de 94, por meio de questionário aplicado em novembro de 2024. A amostra foi maioritariamente feminina (72,9%), valor semelhante ao panorama nacional reportado pela Ordem dos Enfermeiros. Os resultados revelaram uma perceção moderadamente positiva da carga de trabalho (73,73 numa escala de 105), sugerindo margem de melhoria considerando os riscos associados à sobrecarga, como diminuição da qualidade dos cuidados, aumento do stress e menor intenção de permanência no serviço. Verificou-se que variáveis como tempo de serviço, regime laboral, responsabilidades familiares e estatuto profissional influenciam significativamente esta perceção. Estes achados convergem com a literatura internacional, que relaciona a resiliência, o apoio organizacional e a adequação de recursos com melhores indicadores de satisfação profissional. A reflexão crítica realizada após o estudo reforça o papel determinante da liderança de enfermagem, da gestão adequada de recursos humanos e da criação de ambientes de prática favoráveis. Estas dimensões, reconhecidas pela Ordem dos Enfermeiros e pela evidência internacional, contribuem para cuidados mais seguros, redução do stress ocupacional e promoção do bem-estar dos profissionais.
