Ala, Sílvia Maria FernandesGalvão, Ana MariaSilvano, Maria2026-05-122026-05-122026Ala, Sílvia Maria Fernandes: Galvão, Ana Maria; Silvano, Justina (2026). Desafios da solidão e isolamento dos idosos In Anais do Congresso Internacional Conexões Globais. Brasil978-65-272-2120-3http://hdl.handle.net/10198/36627O envelhecimento da população constitui um marco positivo — viver mais tempo é a conquista do ciclo vital. Todavia, as mudanças na organização social, nas estruturas e dinâmicas familiares e na distribuição territorial têm intensificado fenómenos como a solidão e o isolamento social na população idosa, resultando em sofrimento significativo e comprometendo a sua qualidade de vida e bem-estar. Objetivo: Pretende-se descrever e analisar o fenómeno da solidão e do isolamento da população idosa portuguesa, identificando fatores de risco e projetando intervenções na comunidade que promovam a longevidade positiva. Método: Foi adotada uma abordagem qualitativa, de natureza exploratória e descritiva, com recurso à análise bibliográfica e documental. A investigação baseou-se na consulta de literatura científica relevante e em fontes estatísticas oficiais, nomeadamente dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), Eurostat e documentos da União Europeia, com o objetivo de caracterizar o fenómeno da solidão e do isolamento na população idosa em Portugal. Adicionalmente, foram analisados programas e políticas públicas direcionadas ao envelhecimento, com destaque para o projeto eGuard, da Guarda Nacional Republicana, como exemplo de intervenção comunitária em contexto de vulnerabilidade social. A análise dos dados foi orientada por uma perspetiva socioecológica, permitindo compreender o impacto multidimensional do isolamento social na saúde e bem-estar dos idosos, bem como refletir sobre estratégias de intervenção centradas na promoção da longevidade positiva. Resultados: Portugal ocupa o 4.º lugar da União Europeia com maior percentagem de idosos a viver sozinhos. Os agregados unipessoais representam 24,8% do total de agregados domésticos; 50,3% correspondem a pessoas com 65 ou mais anos. Em termos geográficos, é sobretudo nas zonas rurais do interior centro e norte do país que os agregados com apenas uma pessoa são mais expressivos. Perante este cenário, iniciativas como o eGuard - um projeto de teleassistência e monitorização eletrónica - procuram mitigar o risco de isolamento, promovendo a segurança e a permanência dos idosos no seu meio ambiente. Contudo, o isolamento e a solidão percebida têm impacto negativo na saúde mental, cognitiva e física, afetando mecanismos neuronais, hormonais e afetivos, e contribuindo para o aumento da morbilidade e da mortalidade. Conclusão: Urge, numa sociedade cada vez mais envelhecida e isolada, desenvolver estratégias que maximizem a longevidade positiva. Para tal, reveste-se de extrema importância sensibilizar e projetar respostas com ambientes físicos acessíveis e socialmente estimulantes, aliados a programas de intervenção comunitária que permitam aos mais velhos usufruir plenamente e em segurança daquilo que os rodeia. O ambiente físico e a socialização são fundamentais para garantir que os idosos vivem com dignidade, participação e bem-estar.porSolidãoIsolamento socialEnvelhecimentoInclusão socialQualidade de vidaDesafios da solidão e isolamento dos idososconference object