Lima, Arthur A.J.Toloto, Matheus de OliveiraFigueiredo, Tomás deLopes, Rui PedroVidal, EvaHernandez Hernandez, Zulimar2024-08-072024-08-072024Lima, Arthur A.J.; Toloto, Matheus de Oliveira; Figueiredo, Tomás de; Lopes, Rui Pedro; Vidal, Eva; Hernandez Hernandez, Zulimar (2024). Limitações da metodologia do IPCC para avaliação do carbono no solo: aplicação em áreas com mudança do uso do solo. In Encontro Anual das Ciências do Solo 24: Solo, Pilar de uma Só Saúde: livro de resumos. ISBN 978-989-99665-1-2978-989-99665-1-2http://hdl.handle.net/10198/30171Considerando a problemática das áreas ardidas em Portugal e a crescente preocupação com a descarbonização da Europa, a mudança do uso do solo (MUS) em certas regiões do país torna-se uma estratégia para alcançar o objetivo de zero emissões. A MUS pode resultar em aumento ou diminuição do estoque de Carbono Orgânico do Solo (SOC), sendo a quantificação desse elemento crucial para antecipar os possíveis cenários futuros nessas áreas. A metodologia recomendada pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), embora simples, pode gerar interpretações equivocadas. Assim, neste estudo, buscamos desmistificar essa metodologia, aplicando-a em duas áreas de estudo mediterrânicas com mudanças no uso do solo, com o auxílio do software de geoprocessamento QGIS. Foram utilizados dados de referência de SOC para cada uso do solo do LULUCF, correspondentes ao Nível 1 da metodologia (dados nacionais), extraídos do Inventário Nacional de Emissões de Gases do Efeito Estufa de Portugal (NIR-PT, 2021). Os resultados indicaram um aumento no estoque de SOC para ambas as áreas, com um acréscimo médio de 1 &/h). )+,, quando a MUS passa de matos a floresta de folhosas. Embora a metodologia a Nível 1 seja simplificada, ela ainda é útil, permitindo uma estimativa aproximada do SOC utilizando dados de fácil acesso. Contudo, para resultados mais confiáveis, recomenda-se a avaliação com dados de campo ou, conforme o mais alto nível da metodologia, dados de âmbito local (Nível 3). Conclui-se que a metodologia descrita pelo IPCC é de fácil e rápida aplicação, especialmente quando aliada a softwares de geoprocessamento, sendo a precisão dos resultados determinada pela escala espacial dos dados de SOC utilizados.porCarbono no soloIPCCAvaliação de carbono no soloMudança do uso do soloSIGLimitações da metodologia do IPCC para avaliação do carbono no solo: aplicação em áreas com mudança do uso do soloconference object