Barros, Paula MariaFernandes, José António2020-12-032020-12-032020Barros, Paula Maria; Fernandes, José António (2020). Ensino e aprendizagem de álgebra linear: não vai dar primeiro a teoria?! In V Encontro International de Formação na Docência. Bragançahttp://hdl.handle.net/10198/22919As unidades curriculares de matemática no ensino superior são muitas vezes pautadas pelo insucesso. A álgebra linear não é exceção, já que é uma fonte de dificuldades para muitos alunos desse nível de ensino, como corroboram algumas investigações nacionais e internacionais. Perante este panorama, é importante que os professores do ensino superior reflitam sobre as alterações que podem promover nas suas práticas de sala de aula, de forma a contribuir para a melhoria das aprendizagens dos alunos. Com este objetivo, desenvolveu-se uma experiência com uma turma de alunos, que estavam a frequentar a unidade curricular de álgebra linear e geometria analítica, em que se pretendeu promover um ensino menos transmissivo, mais centrado nos alunos, e que os incentivasse a serem participantes ativos na construção do seu conhecimento. Assim, a maioria das aulas teve como base as seguintes estratégias: (i) Os alunos eram informados sobre os temas que iam ser abordado, sendo convidados a fazerem uma leitura prévia dos apontamentos; (ii) Na generalidade das fichas de trabalho, ou constavam diretamente as informações teóricas necessárias para a resolução das questões ou as perguntas eram apresentadas com uma sequência que conduzisse ao conceito/procedimento que se queria desenvolver; (iii) Os exercícios eram, habitualmente, resolvidos em grupo; (iv) Sempre que surgiam dúvidas comuns aos vários grupos havia um esclarecimento para toda a turma, sendo os alunos convidados a colocarem as suas questões. A reflexão sobre a experiência realizada, para além das notas de campo da professora, como observadora participante, baseou-se num questionário final, que teve como intuito auscultar a opinião dos alunos sobre a metodologia utilizada nas aulas. A maior parte dos alunos, que respondeu ao questionário, concorda ou concorda totalmente que teve uma participação mais ativa nas aulas (78,8%) e que as estratégias implementadas foram importantes para a sua aprendizagem, dando maior destaque ao trabalho em grupo (93,9%) e ao debate em grande grupo (93,9%). Embora a maioria dos alunos concorde ou concorde totalmente que serem eles a tentar interpretar os conceitos/procedimentos, de que precisavam para responder às questões, fez com que desenvolvessem a sua capacidade de raciocínio (87,9%) ou que entendessem melhor os conceitos (54,5%), ainda subsiste um apego significativo ao método expositivo, pois mais de metade dos alunos (60,6%) preferia que tivesse havido mais aulas desse tipo.porÁlgebra linearEnsino superiorParticipação ativaEnsino e aprendizagem de álgebra linear: não vai dar primeiro a teoria?!conference object