Costa, SusanaCouto, SandraBrandão, FredericoCouto, GermanoOliveira, IsabelNovo, André2026-03-172026-03-172026Costa, Susana; Couto, Sandra; Brandão, Frederico; Couto, Germano; Oliveira, Isabel; Novo, André (2026). Risco ergonómico dos profissionais de saúde em unidades de cuidados intensivos: estudo observacional baseado no método REBA. Revista Portuguesa de Saúde Ocupacional Online. ISSN 2183-8453. 212183-8453http://hdl.handle.net/10198/36114As tarefas de posicionamento e transferência de doentes em unidades de cuidados intensivos estão associadas a lesões músculo-esqueléticas relacionadas com o trabalho, dada a combinação de posturas forçadas, esforços de elevação e manuseamento em espaços frequentemente constrangidos. Estas exigências, repetidas ao longo dos turnos e muitas vezes realizadas sob pressão assistencial, aumentam a carga biomecânica e o risco de microtraumas cumulativos, justificando a implementação de medidas ergonómicas e de apoio técnico. Objetivo O objetivo deste estudo consiste em identificar o risco ergonómico em unidades de cuidados intensivos. Métodos Estudo quantitativo, descritivo e observacional, envolvendo uma amostra de 61 profissionais em contexto real de cuidados. O risco ergonómico foi avaliado por meio de observação estruturada, realizada ao longo dos turnos e centrada nas tarefas críticas de posicionamento e transferência, utilizando o método Rapid Entire Body Assessment (REBA), que permite quantificar a carga postural global e estabelecer níveis de ação para intervenção. Resultados A pontuação média foi 10,7 (desvio-padrão 2,12), evidenciando um nível de risco globalmente muito elevado. Na distribuição categorial, 57,9% das observações situaram-se em risco muito alto, 30,5% em risco alto e 11,6% em risco médio, indicando que a larga maioria das situações requer ação imediata ou rápida ao abrigo dos níveis de intervenção definidos pelo método. Discussão/Conclusão Verificou-se exposição intensa às questões investigadas, o que exige intervenções imediatas orientadas para reduzir a carga biomecânica e padronizar procedimentos. Prioriza-se a disponibilização e o uso consistente de ajudas técnicas (como lençóis deslizantes, pranchas de transferência, gruas), a formação prática recorrente com feedback à equipa e a reorganização de tarefas e fluxos para garantir duplas nas transferências, acessibilidade do equipamento e tempos operacionais seguros.porSaúde OcupacionalErgonomiaRiscoLesões MusculoesqueléticasRisco ergonómico dos profissionais de saúde em unidades de cuidados intensivos: estudo observacional baseado no método REBAErgonomic risk among healthcare professionals in intensive care units: an observational study using the REBA methodjournal article10.31353.RPDO.06.03.2026