Caridade, Joana Rita da SilvaAmorim, FranciscoPimentel, Maria Helena2026-04-202026-04-202026Caridade, Joana Rita da Silva; Amorim, Francisco; Pimentel, Maria Helena (2026) Incidência da prematuridade e perfil do recém-nascido internado numa unidade de cuidados intensivos neonatais. In IX Encontro Nacional da APEPEN - Livro de Resumos. ISBN 978‑989‑36233‑0‑5 . p. 93-94978‑989‑36233‑0‑5http://hdl.handle.net/10198/36540Em Portugal, de acordo com os dados do INE (2022), 7,4% dos nascimentos são prematuros. Objetivo: conhecer a incidência e o perfil dos prematuros internados numa unidade de cuidados neonatais. Metodologia: estudo quantitativo descritivo-correlacional, inclui a totalidade de nadosvivos com idade gestacional inferior a 37 semanas internados numa unidade de cuidados intensivos neonatais (UCEN) de um hospital do norte do país, no período de 01 de janeiro a 31 de maio de 2019, num total de 65 prematuros. Elaborou-se um guião para recolher dados dos processos clínicos (B-simple), após autorização. Resultados: de um total de 1263 nascimentos, 10 corresponderam a situações de morte fetal in útero, contabilizaram-se 108 nados-vivos com idade gestacional inferior a 37 semanas, tendo-se verificado uma incidência de prematuridade de 8,62%, ligeiramente acima da média nacional de 7,4% (INE, 2022). O estudo recai sobre 65 prematuros, maioritariamente do sexo masculino (65%), primíparas (46,2%) e parto por cesariana (51%). A média de idade gestacional é de 33 semanas e 2 dias, com desvio padrão de 2 semanas e 6 dias e com peso médio à nascença de 1891,2 gramas com desvio padrão de 537,3 gramas. A média e respetivo desvio-padrão do APGAR ao 1º, 5º e 10 minuto é de 8,31 ± 1,29, 9,42 ± 0,68 e 9,82 ± 0,43, respetivamente. Verificaram-se 19 patologias referentes às complicações clínicas desenvolvidas pelos prematuros internados, a maioria com mais do que uma complicação. As complicações ligadas ao foro respiratório (n=50), as alterações hemodinâmicas (n=19) e a icterícia neonatal (n=12) foram as mais expressivas. Outras complicações foram intolerância alimentar (n=6), sépsis neonatal (n=4), gastrosquisis (n=2) e colestase (n=1). Os prematuros que não desenvolveram complicações no período neonatal (23,1%) tinham, em média, maior peso à nascença com diferenças estatisticamente significativas (p=0,037). O mesmo para o índice de APGAR mais elevado (p<0,001).porIncidênciaPrematuridadeIncidência da prematuridade e perfil do recém-nascido internado numa unidade de cuidados intensivos neonataisconference object