Pousa, EduardoRoyer, Ana CarolineFonseca, FelíciaFigueiredo, Tomás deRodrigues, João Brandão2023-03-242023-03-242021Pousa, Eduardo; Royer, Ana Caroline; Fonseca, Felícia; Figueiredo, Tomás de: Rodrigues, João Brandão (2021). Tração animal como ferramenta para a gestão florestal: impactos nas propriedades físicas do solo. In Encontro Nacional da Sociedade Portuguesa da Ciência do Solo (EACS 2021). Elvashttp://hdl.handle.net/10198/28008Face às exigências impostas pelo crescimento da população mundial, ao desenvolvimento tecnológico e às economias mundiais, tornou-se impreterível tomar consciência do ritmo e da forma como se tem feito uso do solo. É necessário tomar medidas e atitudes que promovam a conservação e proteção dos solos, utilizando técnicas que resultam num menor impacto possível, na regeneração de áreas em risco de erosão extrema, na maior interação e responsabilização das comunidades pela manutenção da Biodiversidade e no consumo equilibrado dos recursos naturais, de acordo com as necessidades de cada região. Neste sentido, a tração animal é um recurso com séculos de histórias e conhecimento, que se adapta aos tempos modernos e que se mantém como uma alternativa para alcançar os objetivos acima descritos. O objetivo deste estudo foi avaliar os impactos do uso da tração animal e mecanizada, assim como diferentes técnicas de remoção da madeira da área florestal (tiro direto, trenó florestal, arco florestal e moto 4). O trabalho foi realizado em Muiños, na Galiza, Espanha, município que integra a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurês. A área de estudo com uma dimensão de 16x16 metros, foi dividida em 4 corredores de 16m de comprimento e 4m de largura (designados de tratamento – T1, T2, T3, T4), e estes subdivididos em 2 corredores com 2 m de largura, designados de parcelas – P1, P2, P3, P4, P5, P6, P7, P8 – que correspondem a uma ida dos animais com o peso da madeira transportada (P1, P3, P5, P7), e uma volta sem o peso da madeira (P2, P4, P6, P8), para cada uma das técnica de tração. Foram coletadas amostras em cada uma das parcelas, considerando 4 repetições e dois momentos: antes e depois da remoção das madeiras, nas profundidades de 0-5, 5-10 e 10-20 cm para avaliação das propriedades físicas: densidade aparente (Dap), permeabilidade, capacidade de campo (CC), capacidade máxima para a água (CMA), porosidade total, macro e microporosidade. Embora os resultados obtidos não demonstrem diferenças estatisticamente significativas para as propriedades e tratamentos avaliados, a Dap, CMA e CC apresentaram resultados ligeiramente menos favoráveis para a tracção mecanizada. Os resultados do estudo não contrariam a tendência de um menor impacto no solo, mas demonstram a necessidade de continuar a investigação da tracção animal em diferentes ambientes de trabalho, sendo que a gestão florestal com recurso à tracção animal em áreas de montanha, tem mostrado resultados bastantes promissores.porGestão florestalOperações florestaisAgricultura de montanhaCompactaçãoTração animal como ferramenta para a gestão florestal: impactos nas propriedades físicas do soloconference object