Ribeiro, Maria IsabelFerreira, CarlosLoio, DuarteSalsas, Luís2014-10-102014-10-102013Ribeiro, Maria Isabel; Ferreira, Carlos; Loio, Duarte; Salsas, Luís (2013). A polimedicação em utentes institucionalizados. In IX Coloquio de Farmácia: Envelhecimento e Saúde. Vila Nova de Gaia, Portohttp://hdl.handle.net/10198/107911º Prémio de melhor comunicação em posterA população sénior tem aumentado consideravelmente nas últimas décadas e desse processo de envelhecimento decorrem, naturalmente, alterações fisiológicas que condicionam bastante a prescrição medicamentosa. O aumento do número de doenças implica o recurso a um maior número de medicamentos, daí, a polimedicação, na população sénior, ser uma realidade. Para além disso, a prescrição de fármacos de diferentes grupos farmacêuticos aumenta também o risco de interações medicamentosas que podem ter efeitos muito negativos. Entenda-se por polimedicação o uso simultâneo, e de forma crónica, de 5 ou mais fármacos diferentes pelo mesmo indivíduo. Este estudo, de carater quantitativo e descritivo, teve como principal objetivo determinar a prevalência de polimedicados no Complexo Terapéutico Xerontolóxico A Veiga, instituição localizada na Galiza. Pretendeu-se também determinar a prevalência de polimedicados género, estado cognitivo, tipo de autonomia e patologia. Os dados, secundários, foram retirados, de setembro a dezembro de 2012, do programa informático ResiPlus onde se encontrava toda a informação relativa aos residentes do Complexo. Para o seu tratamento foi utilizado o programa SPSS V.20.0. De uma população de 171 indivíduos participaram nesta investigação, 82 residentes do Complexo, com idades compreendidas entre os 57 e os 98 anos, registando em média 83,5 anos de idade (DP±7,8). A maioria dos utentes era do género feminino (70,7%), gozavam de um estado cognitivo grave (69,5%) e registavam um grau de dependência grave (13,4%) ou total (42,7%). De acordo com os resultados a prevalência de polimedicados foi de 67,1%. A média de medicamentos prescritos por utente foi de 7,1 (DP±1,9). A prevalência da polimedicação foi mais elevada entre os residentes do género feminino, com menor autonomia (muito ou totalmente dependente) e com estado cognitivo grave. As patologias mais frequentes, nos polimedicados, eram as cardíacas, seguidas das vasculares e das metabólicas. Os fármacos mais utilizados pelos residentes, independentemente, do seu estado cognitivo, atuavam, sobretudo, nos sistemas nervoso (Lorazepam) e cardiovascular (Furosemida). São os sistemas nervoso e cardiovascular os que mais contribuem para a polimedicação, embora, também o trato alimentar e o metabólico registem uma percentagem significativa. Os profissionais de saúde que se centram nos projetos individuais ou coletivos de saúde estão em posição privilegiada para ponderar/sugerir que fármacos deverão os utentes iniciar, continuar e/ou interromper para proporcionar o máximo de benefício dos mesmos.porPolimedicaçãoPopulação séniorFármacosEstado cognitivoA polimedicação em utentes institucionalizadosconference object