Pires, PatríciaAlves, IsabelPaulo, MartaMachado, CarlaMeireles, CláudioPires, Telma2026-04-142026-04-142024Pires, Patrícia; Alves, Isabel; Paulo, Marta; Machado, Carla; meireles, Cláudio; Pires telma (2024). Prevalência de disfagia no idoso numa unidade de avc no norte de Portugal. In 17º Congresso Nacional do idoso. Portohttp://hdl.handle.net/10198/36532A disfagia é uma complicação comum e significativa em idosos com AVC. A avaliação precoce da disfagia permite reduzir custos, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vi Determinar a prevalência de disfagia no idoso numa unidade de AVC; Comparar a prevalência de disfagia em duas faixas etárias distintas (65-79 anos e ≥ 80 anos). Material e métodos: Estudo descritivo-correlacional de natureza quantitativa. A amostra inclui 163 idosos (53.4% do sexo feminino) de uma unidade de AVC do Norte de Portugal com idades entre os 65 e os 100 anos (Média = 80.1, DP = 7.9): 74 (45.4%) entre os 65-79 anos e 89 (54.6%) entre os 80-100 anos. O protocolo de recolha de dados incluiu a idade, sexo, dias de internamento, tipo de AVC, destino após a alta clínica e a escala Gugging swallowing screen (GUSS) aplicada no momento da admissão e na alta clínica. Os testes estatísticos realizados foram os testes de McNemar-Bowker e de independência do Qui-quadrado. Nível de significância de 5%. Software: SPSS - versão 29. Resultados: A prevalência de disfagia na admissão foi de 75.5%: 40.5% tinham disfagia moderada e 35.0% tinham disfagia grave. A prevalência de disfagia diminuiu significativamente de 74.8% na admissão para 45.7% na alta (p < 0.001). A percentagem de idosos com disfagia moderada diminuiu de 42.4% para 26.5% e a percentagem de idosos com disfagia grave diminuiu de 32.5% para 19.2%. A prevalência de disfagia é mais alta nos idosos com 80 ou mais anos do que nos 65-79 anos. As diferenças são próximas da significância estatística na admissão (80.2% vs 68.6%, p = 0.072) e não são significativas no momento da alta (50.6% vs. 40.0%, p = 0.127). A prevalência de disfagia diminuiu significativamente em ambos os grupos etários: no grupo de 65-79 anos de 68.6% para 40.0% (p < 0.001) e no grupo com 80 ou mais anos de 80.2% para 50.6% (p < 0.001). Discussão/Conclusões: A prevalência de disfagia na admissão foi de 75.5%, embora tenha sido mais alta entre os idosos com 80 anos ou mais em comparação com os de 65-79 anos na admissão. A prevalência de disfagia diminuiu significativamente de 74.8% na admissão para 45.7% na alta (p < 0.001). Estes resultados vão de encontro a Teasell et al. (2018), que referem que nas primeiras semanas após AVC existe recuperação da deglutição, mas cerca de 11 a 50% mantêm disfagia até 6 meses. É crucial que os profissionais de saúde compreendam a complexidade do envelhecimento e sua relação com a disfagia pós AVC. Os programas de reabilitação direcionados à disfagia são fundamentais para melhorar a deglutição do idoso e a sua funcionalidade global.porDisfagia no idosoAVCPrevalência de disfagia no idoso numa unidade de avc no norte de Portugalconference object