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Título: Efeitos do fogo na erosão do solo em áreas de matos: resultados de um ano de ensaio no Parque Natural de Montesinho
Autor: Figueiredo, Tomás de
Fonseca, Felícia
Queirós, Anabela
Palavras-chave: Matos
Montanha
Fogo controlado
Processo erosivo
Data: 2013
Editora: Universidade do Minho
Citação: Figueiredo, Tomás de; Fonseca, Felícia; Queirós, Anabela (2013) - Efeitos do fogo na erosão do solo em áreas de matos: resultados de um ano de ensaio no Parque Natural de Montesinho. In António Bento Gonçalves e António Vieira (Eds.) Grandes Incêndios Florestais, Erosão, Degradação e Medidas de Recuperação dos Solos. Braga: Universidade do Minho. p. 267-277. ISBN 978-989-97214-2-5
Resumo: O Parque natural de Montesinho (PNM) localiza-se no extremo nordeste de Portugal e apresenta uma área total de 75 mil ha, dos quais cerca de um terço estão cobertos por matos. Os solos do PNM são predominantemente Leptossolos derivados de xisto. O fogo é parte dos sistemas florestais como fator de controlo da vegetação, produzindo impactos nas propriedades do solo. O presente estudo decorreu no PNM, numa área de cerca de 5 ha coberta de matos, submetida a fogo controlado no âmbito do plano de gestão florestal. Teve como principal objetivo avaliar os efeitos do fogo no processo erosivo e na permeabilidade do solo. Na área em estudo a vegetação era constituída (antes do fogo controlado) por urze (44%), esteva (26%) e carqueja (30%). Após fogo a carqueja e a urze arderam quase por completo, enquanto a esteva revelou grande resistência ao fogo. A permeabilidade foi analisada em 11 locais distribuídos aleatoriamente, sendo as medições realizadas em momentos distintos, antes, imediatamente após, dois e oito meses depois da ocorrência do fogo, registando uma evolução temporal ao longo do ensaio explicável por efeitos associáveis à hidrofobicidade, comum nos solos de áreas recentemente ardidas, e a rearranjos estruturais ao nível dos bioporos do solo. Para quantificar o escoamento e a perda de solo, foram instaladas 6 parcelas com 4 m2 cada. As colheitas decorreram entre Abril de 2011 e Maio de 2012, resultando num escoamento médio de 13 mm e numa perda de solo de 1,5 Mg ha-1 nesse período. Os resultados, embora correspondendo a um período curto de observação, entende-se contribuírem para a compreensão da sensibilidade potencial das áreas queimadas de matos à degradação física dos solos.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10198/9989
ISBN: 978-989-97214-2-5
Aparece nas colecções:CIMO - Capítulos de Livros

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