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Título: Sistemas de manutenção da superfície do solo e influência na dinâmica da água no solo em olival de sequeiro em Trás-os-Montes
Autor: Fernandes-Silva, A.A.
Correia, C.M.
Brito, Carlos
Pavão, F.
Arrobas, Margarida
Rodrigues, M.A.
Palavras-chave: Cobrançosa
Sequeiro
Teor de água no solo
Dinâmica da água no solo
Coberturas vegetais
Mobilização tradicional
Data: 2012
Editora: Sociedade Portuguesa da Ciência do Solo
Citação: Fernandes-Silva, A.A.; Correia, C.M.; Brito, C.; Pavão, F.; Arrobas, M.; Rodrigues, M.A. (2012) - Sistemas de manutenção da superfície do solo e influência na dinâmica da água no solo em olival de sequeiro em Trás-os-Montes. In V Congresso Ibérico da Ciência do Solo. Angra do Heroísmo
Resumo: Este estudo pretendeu avaliar o efeito de diferentes sistemas de cobertura da superfície do solo na dinâmica da água do solo num olival (Olea europaea L. cv., Cobrançosa) de sequeiro (7m x7m) localizado em Mirandela (40,5oN; 7,2oW). Foram comparados quatro sistemas de manutenção da superfície do solo: i) mobilização tradicional (MT), ii) não mobilizado com vegetação espontânea (NMVN), iii) cobertura com leguminosas de ciclo anual e resementeira natural, CL), iv) cobertura com tremoço (CT). Os resultados são preliminares e reportam-se ao ano de 2011. Estes demonstraram que o tipo de cobertura exerce um efeito benéfico na infiltração de água no solo. No período de recarga do solo, registou-se uma quantidade de precipitação total de 125,2 mm, observando-se um comportamento do armazenamento de água no solo (AS) variável com o tipo de cobertura. A CL foi a que atingiu o maior valor enquanto o MT o menor, o que correspondeu a um incremento de (16%); enquanto as CT e NMVN não apresentaram diferenças entre si, mas com valores superiores ao MT em 8-9%, respetivamente. Por outro lado, na CL o AS foi superior em 6% em relação às outras coberturas vegetais. Contudo, todos os tratamentos atingiram o limite superior do teor em água no solo (TAS). Em termos temporais verificamos que no final do Inverno e início da Primavera o TAS do perfil do solo (0-0.6m) junto às oliveiras foi igual em todos os tratamentos. No início da Primavera os valores superiores doTAS ocorreram no MT e foram cerca de I ,4; I ,9; e 1, 7 vezes superiores aos da CL, da CT e do NMVN, respectivamente. O que parece indicar a existência de uma certa competição pela água do solo, uma vez que a eliminação da vegetação ocorreu tarde (21 Maio). A partir deste período os valores médios do TAS foram sempre superiores na CL e CT e menores no NMVN e no MT, não existindo diferenças entre estes dois. Comparando os valores médios do perfil do TAS, após 21 Maio até ao início do Outono, entre a CL e o MT observamos um aumento que variou de 1,2 a 1,3 e que foi similar ao aumento verificado na CT. No Verão o TAS atinge valores baixos em todos os tratamentos chegando a um mínimo de 0.05 m3m-3 (no MT e no NMVN). Em relação à variação espacial verificamos que durante todo o ano que os valores de TAS no MT foram iguais na linha e na entre-linha; já nas coberturas vegetais foi sempre superior na EL (a partir de 21 Maio), o que se poderá atribuir à diminuição da evaporação pelos resíduos que permanecem no solo. Estes resultados, apesar de preliminares, sugerem que as coberturas vegetais têm efeitos benéficos no armazenamento de água do solo, especialmente a C L.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10198/7864
Aparece nas colecções:PTV - Resumos em Proceedings Não Indexados ao ISI/Scopus

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