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Título: Factores genéticos e ambientais que afectam os níveis séricos de bilirrubina na população portuguesa
Autor: Rodrigues, Carina
Costa, Elísio
Santos, Rosário
Santos-Silva, Alice
Bronze-da-Rocha, Elsa
Palavras-chave: Bilirrubina
Fatores genéticos
Fatores ambientais
Issue Date: 2008
Editora: Sociedade Portuguesa de BioAnalistas da Saúde (SPBS)
Citação: Rodrigues, Carina; Costa, Elísio; Santos, Rosário; Santos-Silva, Alíce (2009) - Factores genéticos e ambientais que afectam os níveis séricos de bilirrubina na população portuguesa. In Congresso Análise Clínicas e Saúde Publica e Bioanálise. ISSN 1646-1266. V:2, p. 26-27
Resumo: A bilirrubina é um marcador bioquímico largamente utilizado no diagnóstico e monitorização das doenças hepáticas e doenças hematológicas. A bilirrubina é um produto tóxico que resulta sobretudo do metabolismo do grupo heme da hemoglobina libertada durante o processo de senescência dos eritrócitos mas pode, igualmente, ter outras origens tais como a eritropoiese ineficaz e o metabolismo de outras hemoproteínas. No fígado, a isoenzima UDP-glucoroniltransferase 1A1 (UGT1A1) catalisa a glucuronidação da bilirrubina, essencial para a sua excreção a nível biliar. A presença de uma duplicação de dois nucleotídeos (TA) na região TATAA do promotor do gene UGT1A1 resulta numa redução da actividade da enzima em cerca de 30%, por diminuição da eficiência de transcrição do gene. Esta alteração está muitas vezes associada a uma hiperbilirrubinémia não conjugada hereditária designada por Síndrome de Gilbert (SG). Embora a frequência do alelo com a duplicação (TA7) na população caucasiana seja elevada (38,7%), esta não explica na totalidade a presença desta síndrome. Há variações inter-individuais que parecem estar associadas ao sexo, idade, consumo de tabaco, uso de contraceptivos orais, exercício físico, stress, doenças intercorrentes e tempo de jejum nocturno. Mais recentemente, colocou-se a hipótese de que uma maior massa eritrocitária e respectivos índices hematimétricos poderiam explicar a presença de hiperbilirrubinémia. O objectivo deste trabalho foi avaliar o efeito dos polimorfismos genéticos no gene UGT1A1, o efeito de alguns factores ambientais e da massa eritrocitária nas variações da concentração da bilirrubina na população Portuguesa. Este estudo foi realizado num grupo controlo de 165 jovens adultos (19.5 ± 2.1 anos) ao qual foi aplicado um instrumento de recolha de dados que incluiu questões sobre hábitos tabágicos, terapêutica com contraceptivos orais, ingestão calórica, jejum nocturno e actividade física. Foram colhidas amostras de sangue para a realização de hemogramas, determinação dos níveis séricos de bilirrubina e extracção de DNA. Foi feita a avaliação dos níveis séricos de bilirrubina (método colorimétrico) e a detecção de polimorfismos no promotor do gene UGT1A1 (por PCR e pesquisa dos fragmentos num analisador automático). A genotipagem do gene UGT1A1 evidenciou que 15 indivíduos eram homozigóticos para o alelo com a duplicação (TA7/TA7), 79 heterozigóticos (TA6/TA7) e 71 homozigóticos para o alelo normal (TA6/TA6). A frequência do alelo TA7 obtida foi de 33%, um valor próximo do que está descrito para a população caucasiana. A análise da associação do polimorfismo com os níveis de bilirrubina demonstrou diferenças significativas entre os 3 genótipos (p=0.001). Foram igualmente observadas diferenças estatisticamente significativas de acordo com o sexo (p=0,09) e uma tendência de valores mais baixos de bilirrubina total, sem contudo alcançar significância estatística (p<0,05), em indivíduos fumadores e em mulheres que não tomam contraceptivos orais. Identificou-se uma correlação positiva entre a concentração sérica de bilirrubina total e o tempo de jejum nocturno, aquando da realização da colheita (p=0,01); a ingestão calórica (p=0,03); a hemoglobina (p=0,001); o volume globular (p=0,04); hemoglobina globular média (p=0,006). Verificou-se uma correlação negativa entre os níveis de bilirrubina total sérica e número de leucócitos (p=0,021) e plaquetas (p=0,001). Os resultados deste trabalho evidenciaram que a bilirrubina sérica na nossa população é condicionada pela presença do polimorfismo do UGT1A1 e verificou-se que um intervalo maior de jejum nocturno e uma maior massa eritrocitária, dentro dos valores considerados normais para a população em geral, estão associados a valores mais elevados de bilirrubina.
Arbitragem científica: yes
URI: http://hdl.handle.net/10198/7216
ISSN: 1646-1266
Versão do Editor: http://www.spbs.pt/bioanalise.html
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