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Título: Che Cosa è? Uma experiência de trabalho de campo, com o grupo de Kola San Jon do Kova M, em Itália
Autor: Miguel, Ana Flávia
Palavras-chave: Música cabo-verdiana
Kola San Jon
Identidade
Diáspora
Data: 2011
Editora: UNIRIO
Citação: Miguel, Ana Flavia (2011) - Che Cosa è? Uma experiência de trabalho de campo, com o grupo de Kola San Jon do Kova M, em Itália. In XVI Colóquio do Programa de Pós-Graduação em Música. Rio de Janeiro
Resumo: O Oceano Atlântico foi durante séculos palco de caminhos que, numa cadeia de ligação entre o continente africano, americano e europeu originou redes de relacionamento diferenciadas com significados evidentes ao nível da cultura. Cabo Verde é o exemplo de um país cuja dinâmica migratória se insere nesta teia de significados criados no vai e vem entre o país de origem e os espaços de acolhimento, de entre os quais Portugal assume um particular de protagonismo (Gois 2008). O antropólogo Rui Cidra (2008) refere que há contextos performativos centrais, entre os cabo-verdianos, que foram moldados pelo impacte das migrações. Um desses contextos define-se justamente pelo uso da música como forma de promoção pessoal na diáspora mas que apenas adquire sentido porque remete para o espaço de origem, Cabo Verde. O bairro do Alto da Cova da Moura “Kova M” é um bairro de acolhimento de imigrantes provenientes das ex-colónias portuguesas em África, situado no distrito de Lisboa (Portugal), no qual a prática performativa cabo-verdiana Kola San Jon tem lugar desde 1991. Em 2008, uma viagem do grupo de Kola San Jon do Kova M a Cabo Verde constituiu uma oportunidade de demonstrar é possível continuar a ser cabo-verdiano em Portugal (Miguel 2010). Na verdade, a música e a dança, desempenhada em contextos diaspóricos pelos migrantes cabo-verdianos, constituem “(…) práticas culturais centrais para as suas identidades e para a reconfiguração das suas memórias em contextos de separação e desestruturação ditados pela migração”(Cidra 2008:106). Nesta comunicação, a partir de uma experiência de trabalho de campo de perfil colaborativo realizada em Itália, pretendo mostrar como num terceiro país (que nem de origem nem de acolhimento) a identidade adquire mobilidade deixando de representar o país de origem para passar a representar o país de acolhimento.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10198/6955
Aparece nas colecções:DEM - Resumos em Proceedings Não Indexados ao ISI/Scopus

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