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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10198/6633

Título: Recursos aquícolas autóctones do norte de Portugal: principais ameaças e desafios à conservação
Autor: Teixeira, Amílcar
Palavras-chave: Recursos aquícolas
Espécies exóticas
Impactes
Conservação
Issue Date: 2011
Editora: Waves Portugal
Citação: Teixeira A. (2011) Recursos aquícolas autóctones do norte de Portugal: principais ameaças e desafios à conservação. In III Congresso da Fauna Selvagem. Vila-Real: UTAD
Resumo: A fauna dulciaquícola autóctone de Portugal possui uma baixa diversidade e um número assinalável de endemismos, estando a sua distribuição relacionada com a bio-ecologia das espécies e com o estado de conservação dos ecossistemas aquáticos. As espécies estritamente dulciaquícolas pertencem às famílias Salmonidae (truta-de-rio), Cyprinidae (e.g. escalo, barbo, boga), Cobitidae (verdemãs), Gasterosteidae (esgana-gata), Petromyzontidae (lampreia-de-riacho) e Bleniidae (caboz-de-água doce). Ocorrem ainda espécies migradoras diádromas, que contemplam as famílias Salmonidae (salmão e truta-marisca), Petromyzontidae (lampreia-marinha), Anguillidae (enguia) Clupeidae (sável, savelha), Atherinidae (peixe-rei), Mugilidae (tainha, muge) e Pleuronectidae (solha-das-pedras). Muitas destas espécies estão ameaçadas, de acordo com o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Entre os impactes, maioritariamente de natureza antrópica, que estão na origem da degradação dos sistemas aquáticos e consequente redução/extinção da fauna autóctone, destacam-se a poluição tópica e difusa, a regularização, a extracção de inertes, o corte da galeria ripícola, os repovoamentos, a sobrepesca e especialmente a introdução de espécies exóticas, muitas vezes associada a prejuízos assinaláveis em áreas tão diversas como a conservação (e.g. eliminação de espécies autóctones) a economia (e.g. a orizicultura afectada pela expansão do lagostim) e aspectos sociais (e.g. hábitos de pesca desportiva, ocupação recreativa). Introduções relativamente mais recentes de perca-sol (Lepomis gibbosus), achigã (Micropterus salmoides) e lucioperca (Sander lucioperca), contrastam com outras mais antigas como a carpa (Cyprinus carpio) e a truta arco-íris (Oncorhynchus mykiss). Nos invertebrados está bem documentada a dispersão de crustáceos, como o lagostim vermelho (Procambarus clarkii) e mais recentemente o lagostim sinal (Pacifastacus leniusculus). Também os bivalves, caso do mexilhão-asiático (Corbicula fluminea) têm provocado impactos notáveis que poderão ser amplificados se o mexilhão-zebra (Dreissena polymorpha) se disseminar nos nossos sistemas aquáticos. Por tal motivo, justifica-se a necessidade de definir medidas e estratégias adequadas à sua erradicação ou, no mínimo, que evitem a expansão que tem ocorrido na última década. Afigura-se essencial o recurso a mecanismos de controlo (e.g. físico, químico e biológico), de gestão de habitats e o desenvolvimento de acções que salvaguardem a conservação da biodiversidade e a protecção de espécies autóctones ameaçadas. Segundo a Directiva-Quadro da Água (DQA) devemos atingir o bom estado químico e ecológico dos ecossistemas aquáticos, só possível através da requalificação dos sistemas degradados, da correcta gestão ambiental de albufeiras, da monitorização ecológica e fiscalização apropriada. Também a formação, divulgação e sensibilização das populações, em particular os jovens, serão factores decisivos para, no futuro, assegurar a preservação dos recursos aquícolas autóctones de Portugal.
URI: http://hdl.handle.net/10198/6633
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