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Título: Irradiação gama de castanhas calibradas provenientes de uma unidade industrial: cor e textura
Autor: Antonio, Amilcar L.
Ramalhosa, Elsa
Botelho, M. Luísa
Quintana, Begoña
Trigo, M.J.
Ferreira, Armando
Bento, Albino
Palavras-chave: Castanha
Castanea sativa Mill.
Irradiação
Radiação gama
Textura
Cor
Issue Date: 2011
Editora: Universidade de Évora
Citação: Antonio, A. L.; Ramalhosa, E.; Botelho, M. L.; Quintana, B.; Trigo, M. J.; Ferreira, A.; Bento, A. (2011) - Irradiação gama de castanhas calibradas provenientes de uma unidade industrial: cor e textura. In VI Congresso Ibérico de Agroengenharia. Évora. ISBN 978-972-778-113-3
Resumo: A fumigação com brometo de metilo foi uma das técnicas mais utilizadas nos tratamentos de quarentena / desinfestação deste produto, imposto pelas normas fitossanitárias internacionais. Recentemente, em Março de 2010 a U.E. proibiu o uso deste produto pela sua perigosidade (ser cancerígeno e prejudicial para o meio ambiente) e em cumprimento de protocolos internacionais (Protocolo de Montreal), deixando assim poucas alternativas às agro-indústrias que processam e comercializam a castanha. Este fruto teve um volume de produção, em Portugal, de 30 000 kton, a um preço médio de 1€ por kg. Destes, 10 kton foram exportadas, envolvendo um volume de facturação de 13 M€. A região de Trás-os-Montes representa 85% da quota nacional de produção, o que demonstra a importância desta para a economia regional, sendo por tal considerada uma fileira estratégica dentro do Plano de Desenvolvimento Regional. A utilização de outra técnica de tratamento (tratamento térmico com águas quentes) envolve custos energéticos consideráveis e problemas técnicos inerentes à utilização de água quente em contacto com o fruto. Assim, a viabilidade de uma tecnologia alternativa, que não deixe vestígios tóxicos no produto e seja menos prejudicial para o meio ambiente, é uma urgência para um sector com a importância económica acima referida. O tratamento por irradiação surge como uma tecnologia alternativa, sendo já utilizada para diferentes produtos alimentares e em diversos países (U.E. incluída). A viabilidade da sua utilização para cada produto depende das características particulares de cada um deles. Para tal, deve ser efectuado um estudo prévio para avaliar a sua influência na qualidade do produto sujeito a este tratamento e da conformidade deste com as normas de Segurança Alimentar. Com o presente estudo, pretendemos analisar de que forma diferentes doses de irradiação gama afectam a cor e a textura da castanha (Castanea sativa Mill.), sujeita a este tratamento, uma vez que são dois parâmetros importantes que o consumidor tem em conta ao adquirir este produto. Uma amostra de castanhas calibradas proveniente da região de Trás-os-Montes e de uma unidade industrial foi utilizada nos ensaios de irradiação. Esta foi dividida em quatro lotes - controlo, dose 0,5 kGy, dose 3,0 kGy, dose 6,0 kGy. Para cada dose foram realizadas três réplicas, contendo cada uma com 35 castanhas (aprox. 350 g). Desta amostra foram medidas as dimensões axiais (comprimento, largura, espessura) e a massa para 15 castanhas de cada lote. As irradiações foram efectuadas numa câmara laboratorial de irradiação gama com quatro fontes de Cobalto-60 e uma actividade total de 305 TBq (em Novembro de 2009). Para as medidas de textura foi utilizado um texturómetro (modo penetração), tendo sido avaliada a força máxima e a distância a que esta foi observada. Foram ainda medidos os parâmetros de Hunter (L, a, b), utilizando um colorímetro, no fruto e no seu interior. Relativamente às dimensões axiais das castanhas utilizadas neste ensaio verificou-se que as mesmas apresentaram pequena variação (largura 2,82 ± 0,10 cm; comprimento 3,17 ± 0,21 cm; espessura 1,76 ± 0,25 cm), que se traduziu num diâmetro médio geométrico de 2,50 ± 0,13 cm e esfericidade de 0,79 ± 0,05. O valor médio de massa medido para cada castanha foi de 9,2785 ± 1,2971 g. Estes resultados vão de encontro ao facto de ter sido utilizada uma amostra de castanhas calibradas. Em relação aos parâmetros de cor (L, a, b), o fruto apresentou um valor de L inferior ao do seu interior (73,29 ± 2,57 e 85,05 ± 0,36, respectivamente). Pelo contrário, o valor de b medido foi maior no fruto do que no seu interior (28,48 ± 1,56 e 18,32 ± 0,50 respectivamente). Relativamente à variação do valor de L com a dose, no fruto verificou-se que em termos médios se observou uma tendência decrescente para doses maiores. Tal não ocorreu no seu interior. Em relação ao parâmetro b não se detectou qualquer aumento com a dose de radiação aplicada, o que pode indicar que doses até 6 kGy não provocarão amarelecimento do fruto e do seu interior.
Arbitragem científica: yes
URI: http://hdl.handle.net/10198/6527
ISBN: 978-972-778-113-3
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