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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10198/5814

Título: Caracterização fitoquímica de folhas e frutos de Arbutus unedo L.
Autor: Oliveira, Ivo Vaz de
Orientador: Baptista, Paula
Pereira, J.A.
Issue Date: 2010
Editora: Instituto Politécnica de Bragança, Escola Superior Agrária
Citação: Oliveira, Ivo Vaz de (2010) - Caracterização fitoquímica de folhas e frutos de Arbutus unedo L. . Bragança: ESA. Dissertação de Mestrado em Qualidade e Segurança Alimentar
Resumo: O medronheiro (Arbutus unedo L.) é um arbusto nativo da região mediterrânica, estando distribuído por todo o território nacional. Na medicina tradicional, diversas partes da planta têm sido usadas, nomeadamente as folhas, frutos, casca e raízes, no tratamento de uma grande diversidade de doenças. Acresce ainda o interesse social, ecológico e económico desta planta, sendo os seus frutos usados para a confecção de compotas e geleias, bem como no fabrico de aguardente de medronho. Apesar de todas estas características, o medronheiro tem vindo lentamente a desaparecer, sendo de importância procurar meios para a sua valorização. Assim, este trabalho pretende contribuir para essa valorização, caracterizando diversas propriedades de diferentes partes deste arbusto. Nas folhas, procedeu-se à avaliação da actividade antioxidante, usando três métodos distintos (Efeito bloqueador de radicais de 2,2-defenil-1-picril-hidrazilo (DPPH), poder redutor sobre o complexo Fe (III)/ferricianeto e efeito sequestrante de radicais superóxido) e quantificação dos fenóis totais, usando quatro tipos diferentes de extracção. Os extractos etanólicos apresentaram os melhores resultados nos métodos do DPPH e poder redutor (valores de EC50 de 232,7 μg/mL e 63,2 μg/mL, respectivamente), sendo também nestes extractos onde se encontrou a maior quantidade de fenóis totais (192,66±1.66 mg GAE/g extracto). No método do radical superóxido, os melhores resultados foram obtidos com a extracção metanólica (valor de EC50 de 6,9μg/mL). Relativamente aos frutos, a quantificação dos fenóis totais mostrou que a presença destes compostos é mais elevada nos frutos com um estado de maturação intermédio (111mg GAES/g peso seco). Na avaliação da actividade antioxidante, os frutos maduros e intermédios apresentaram os melhores resultados no DPPH e poder redutor, respectivamente (EC50 de 0,25±0,02 mg/mL e 1,09±0,05 mg/mL). Os resultados obtidos no ensaio do DPPH estão fortemente correlacionados com o estado de maturação dos frutos, diminuindo os valores de EC50 conforme a sua maturação avança. Por outro lado, os valores de EC50 obtidos no ensaio do poder redutor estão correlacionados com a quantidade de fenóis totais encontrada nos diferentes estados de maturação. O perfil em ácidos gordos é semelhante entre os três estados de maturação, sendo os ácidos gordos mais importantes o alfa-linolenico, linoleico e oleico, representando os ácidos gordos polinsaturados a maior fracção (60%). Nos ácidos viii gordos maioritários, foi possível obter uma forte correlação entre o seu teor e o estado de maturação dos frutos. Da análise da vitamina E, verificou-se a importância do isómero gama-tocotrienol na quantidade total desta vitamina, sendo que a sua quantidade decresce com o aumento da maturação do fruto. Para três dos isómeros, e para o total de vitamina E presente nos frutos foi possível observar uma forte correlação entre o estado de maturação das amostras e a quantidade detectada nesses mesmos frutos. Na avaliação dos compostos voláteis do medronho, foi visível o predomínio de três classes químicas: álcoois, aldeídos e esteres. Estes três grupos representam a maioria dos compostos identificados nos três estados de maturação considerados neste trabalho. A quantidade total de compostos voláteis diminui à medida que a maturação dos frutos aumenta, sendo este comportamento visível em todos os grupos químicos presentes, com a excepção dos sesquiterpenos e monoterpenos. Os compostos maioritários identificados foram (Z)-3-hexen-1-ol, 1-hexanol, hexanal, (E)-2-hexenal e acido acético 4-hexen-1-yl ester. Outras classes químicas foram também identificadas, em quantidades reduzidas, nomeadamente derivados de norisoprenóides, sesquiterpenos e monoterpenos, alguns presentes apenas quando o fruto se encontrava no estado de máxima maturação. Os compostos responsáveis pelo cheiro verde característicos diminuem com o avanço da maturação, ao mesmo tempo que surgem compostos com aromas doces e frutados, responsáveis pelo cheiro que os frutos, quando maduros, apresentam.The strawberry-tree (A. unedo L.) is a Mediterranean native shrub, being distributed throughout the Portuguese territory. Several parts of the plant are used in the folk medicine, namely the leaves, fruits, bark and roots, in the treatment of a large array of diseases. In addition, this plant as an social, ecological and economical interest, being its fruits used in the confection of jams and marmalades, as well as used for the production of alcoholic distillates. Although presenting all those characteristics of interest, the strawberry-tree population are in decline, urging to find new ways for its valorisation. The goals of this work in to contribute to that valorisation, by characterizing several features of different parts of this shrub. In the leaves, we proceeded to the evaluation of the antioxidant activity, using three different methods (reducing power of iron (III)/ ferricyanide complex assay, scavenging effect on DPPH (2,2-diphenyl-1-picrylhydrazyl) radicals and scavenging effect on superoxide radicals) and the quantification of the total phenolics, using four different extraction methodologies. The ethanolic extracts achieved the best results in the DPPH and reducing power assays (EC50 values of 232.7 μg/mL and 63.2 μg/mL, respectively), being also in these extracts were the higher amount of total phenolics was found (192.66±1.66 mg GAES/g extract). In the superoxide radical assay, the best results were accomplished by the methanolic extracts (EC50 value of 6.9μg/mL). Regarding the fruits, the total phenolic quantification showed that the amount of these compounds is higher when the fruits present an intermediate ripening stage (111 mg GAES/g of dry weight). When evaluating the antioxidant activity, ripe and intermediate fruits presented the best results in the DPPH and reducing power assays, respectively (EC50 of 0.25±0.02 mg/mL and 1.09±0.05 mg/mL). The results achieved in the DPPH assay are strongly related to maturation stage of the fruits, with the EC50 values decreasing as the maturation advances. By other hand, the values of EC50 of the reducing power assay were found to be correlated to the total phenolics amounts present in the fruits, the different ripening stages. The fatty acid profile is very similar between the three ripening stages, being alfa-lilonenic, linoleic and oleic acids the major ones, representing polyunsaturated fatty acids the major fraction (60%) of all fatty acids. For the major fatty acids, a strong statistic correlation was found between their amounts and the maturation stage presented by the fruits. The vitamin E analysis showed that the gama-tocotrienol x vitamer is the most important, and that the vitamin E content decreases as the maturation of the fruit advances. For three of the isomers, and for the total amount of vitamin E present in the fruits, a strong correlation between the ripening stage of fruits and the amounts present in those fruits. In the evaluation of the volatile compounds of the fruits, it was visible that three chemical classes are predominant: alcohols, aldehydes and esters. These three groups represent the majority of the identified compounds in the three maturation stages of the fruits, considered for this work. The total amount of volatiles decreases as the maturation of the fruits advances, being this pattern visible for all chemical groups present, with the exception of sesquiterpenes and monoterpenes. The most abundant identified volatiles were (Z)-3-hexen-1-ol, 1-hexanol, hexanal, (E)-2-hexenal e acetic acid 4-hexen-1-yl ester. Other chemical classes were also identified, in reduced amounts, as norisoprenóides derivatives, sesquiterpenes and monoterpenes, some of them only present when the fruit was fully ripe. The compounds that transmitr the characteristic green scent decrease with the advancing of the maturation, appearing, at the same time, compounds with sweet and fruity aroma, responsible for the odor presented by fruits when ripe.
URI: http://hdl.handle.net/10198/5814
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