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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10198/5750

Título: Estudo da comunidade macrofúngica associada a Quercus pyrenaica Willd. no Parque Natural de Montesinho
Autor: Branco, Sara
Baptista, Paula
Martins, Anabela
Rodrigues, Ana Paula
Palavras-chave: Quercus pyrenaica
Macrofungos
Diversidade
Lista vermelha
Issue Date: 2005
Citação: Branco S., Baptista P.; Martins A.; Rodrigues A. P. (2005) - Estudo da comunidade macrofúngica associada a Quercus pyrenaica Willd. no Parque Natural de Montesinho. In VII Congresso Luso-Galaico de Macromicologia. Macrofungos: Diversidade e Biotecnologia. Vila Real
Resumo: O Parque Natural de Montesinho (PNM), devido à sua diversidade geológica, climática e orográfica, caracteriza-se por possuir numerosas comunidades vegetais. De entre estas, destacam-se os bosques de carvalho negral (Quercus pyrenaica Willd.), que constitui uma das principais vegetações arbóreas autóctones, representada sob a forma de pequenas manchas, e correspondendo a 3% da totalidade da área do Parque. Devido à intervenção humana, essencialmente por acção fogo e dos cortes intensos para obtenção de madeira, grande parte dos carvalhais têm vindo a ser substituídos por outras espécies, através de rearborizações. Devido à diminuição das áreas de carvalhal, atribuiu-se a este habitate o estatuto prioritário em termos de conservação da natureza pela Carta de Valores Floristícos do PNM. Dado o enorme contributo dos bosques de carvalho negral na diversificação paisagística, é importante estudar a comunidade macrofúngica que ocorre neste habitate, por forma promover a biodiversidade apoiada em modelos de exploração sustentáveis e de longo prazo. Neste sentido, seleccionou-se um carvalhal situado próximo de Oleiros (Bragança) onde, no período de Outono- Inverno e Primavera de 2001, 2002 e 2004, se procedeu, semanalmente à colheita de macrofungos. Estes eram transportados ao laboratório, separados e identificados até à espécie ou ao género. Durante os três anos de amostragem, foram encontradas 162 espécies macrofúngicas, pertencentes a 54 géneros, sendo os mais representativos Cortinarius com 17 espécies, Tricholoma com 14 espécies, Russula e Mycena com 13 espécies cada, Inocybe com 9 espécies, Amanita com 7 espécies, Ramaria com 6 espécies e Boletus, Hebeloma, Lactarius e Marasmius com 5 espécies cada. Quanto aos grupos funcionais, os macrofungos micorrízicos perfizeram 59% do total das espécies encontradas sendo os restantes 41% saprófitas. Muitas das espécies recolhidas no carvalhal encontram-se citadas na Lista Vermelha de alguns países europeus, das quais cabe destacar Amanita caesarea, classificada como em vias de extinção ou espécie gravemente ameaçada. Discute-se a diversidade de macrofungos em povoamentos de carvalho negral, tendo em conta a relação trófica com o ecossistema e a relevância do seu papel ecológico.
URI: http://hdl.handle.net/10198/5750
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