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Título: Rugosidade superficial do solo sujeito a diferentes técnicas de preparação do terreno para instalação de povoamentos florestais
Autor: Nogueira, Clotilde
Figueiredo, Tomás de
Fonseca, Felícia
Martins, Afonso
Issue Date: 2004
Citação: Nogueira, Clotilde; Figueiredo, Tomás; Fonseca, Felícia; Martins, Afonso (2004) - Rugosidade superficial do solo sujeito a diferentes técnicas de preparação do terreno para instalação de povoamentos florestais. In I Congresso Ibérico da Ciência do Solo. Bragança
Resumo: A rugosidade superficial do solo, influenciando os processos hidrológicos tem implicações directas na erosão hídrica. A rugosidade imposta pelas operações de preparação do terreno para plantações florestais, pode ter um papel determinante no controlo da erosão, na fase particularmente vulnerável de instalação dos povoamentos. Com este trabalho pretende-se comparar o efeito de várias técnicas de preparação do terreno na rugosidade, avaliada por dois índices: rugosidade aleatória, RR e índice de tortuosidade, R’. Para o cálculo destes índices realizaram-se medições num ensaio experimental compreendendo os seguintes tratamentos, dispostos em três blocos: TSMO) sem mobilização; TERO) ripagem contínua, lavoura contínua segundo o maior declive; SMPC) plantação à cova; RCAV) ripagem contínua, mobilização localizada (aivequilhos); SRVC) sem ripagem, armação em vala e cômoro; RLVC) ripagem localizada, armação em vala e cômoro; RCVC) ripagem contínua, armação em vala e cômoro; RCLC) ripagem contínua, lavoura contínua segundo a curva de nível. Os blocos correspondem a situações topográficas distintas: I) planalto; II) encosta de declive acentuado; III) encosta de declive moderado. Os perfis da superfície obtiveram-se em quatro comprimentos, por tratamento e bloco, de 2,1 a 2,9 m (96 perfis no total), segundo o maior declive, medindo, de 10 em 10 cm, a altura de um nível de referência à superfície do solo. No tratamento de referência (TSMO), RR foi em média 28,6 mm, variando de 78,5 mm (em RCLC) a 14,3 mm (em TERO). Em todos os tratamentos, os coeficientes de variação da média de RR situam-se em torno de 30% (N=12). Em média R’ no tratamento TSMO foi de 2,6 %, variando entre 9,1% (RCLC) e 0,6 % (TERO). Os coeficientes de variação de R’, situam-se em torno de 50%. Em ambos os índices verificam-se diferenças significativas entre tratamentos. A rugosidade, avaliada pelos dois índices, é mínima no bloco I e máxima no bloco II. As médias de RR e R' seguem padrão semelhante nos diferentes tratamentos Embora a avaliação da rugosidade por RR seja mais morosa que por R’, em termos de cálculo e dos métodos disponíveis para medição no terreno, os resultados sugerem a aplicação preferencial de RR.
URI: http://hdl.handle.net/10198/5712
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