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Título: Distribuição e regime trófico das comunidades de peixes da bacia hidrográfica do Rio Sabor (bacia do Douro)
Autor: Ascenção, Tiago Emanuel Correia Ferreira
Teixeira, Amílcar
Fonseca, Telmo
Parada, Maria
Ramos, P.
Nogueira, Mónica Sofia Reis
Palavras-chave: Peixes
Distribuição
Dieta
Rio Sabor
Habitat ribeirinho
Issue Date: 2010
Editora: Universidade dos Açores
Citação: Ascenção, T.; Teixeira, A.; Fonseca, T; Parada, M.J.; Ramos, P.; Nogueira, M. (2010) - Distribuição e regime trófico das comunidades de peixes da bacia hidrográfica do Rio Sabor (bacia do Douro). In XV Congresso Ibérico de Limnologia. Ponta Delgada
Resumo: As comunidades piscícolas presentes na bacia hidrográfica do Sabor foram caracterizadas em 20 locais distribuídos pelo curso de água principal (Rio Sabor) e afluentes (Rios Igrejas, Onor, Maçãs, Angueira, Penacal, Azibo e Ribeiras da Aveleda, Vale de Moinhos, Zacarias, Vilariça). A amostragem dos peixes foi realizada através de pesca eléctrica, de acordo com o protocolo definido pela Directiva Quadro da Água. Foram recolhidos dados de qualidade da água e do habitat aquático e ribeirinho e calculadas diferentes métricas relacionadas com várias guildas ecológicas relacionadas com o habitat- grau de reofilia e zona de alimentação, migração, regime trófico e reprodução. Foi analisada a variabilidade espacial no ano de 2009 e avaliada a evolução nos mesmos locais de amostragem das comunidades piscícolas relativamente ao ano de 1999. Aplicaram-se diversas ferramentas estatísticas (e.g. univariadas e multivariadas) aos dados abióticos e bióticos obtidos e foram identificados padrões de heterogeneidade espacial das comunidades de peixes, nomeadamente ao longo do gradiente longitudinal do rio e em locais perturbados pela acção do homem. Assim, na cabeceira dos rios do Alto Sabor predominam espécies autóctones pertencentes aos salmonídeos (e.g. truta-de-rio) e aos ciprinídeos (e.g. escalo, boga, barbo), algumas deles endemismos ibéricos, caso da panjorca e do bordalo, com elevado valor conservacionista. A degradação da qualidade da água e do habitat (e.g. poluição, regularização) tem conduzido ao decréscimo das espécies autóctones e sua substituição por espécies exóticas como o achigã, o lúcio, a perca-sol, o góbio e a gambúsia. São focados outros impactos associados ao funcionamento do ecossistema, quer em termos tróficos quer em termos das interacções bióticas (e.g. perda de hospedeiros para as populações de náiades) existentes nos sectores do Médio e Baixo Sabor que, com a construção da barragem do Baixo Sabor (AHBS), deverá significar uma perda da diversidade e integridade biótica.
Arbitragem científica: yes
URI: http://hdl.handle.net/10198/4702
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