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Título: O enfermeiro especialista e o controlo da dor em obstetrícia em Portugal
Autor: Moulaz, Ana Luiza Silva de
Correia, Teresa I.G.
Palavras-chave: Trabalho de parto
Dor
Analgesia
Técnicas não-farmacológicas
Data: 2019
Editora: Revista Rol de Enfermería
Citação: Moulaz, Ana; Correia, Teresa I.G. (2019). O enfermeiro especialista e o controlo da dor em obstetrícia em Portugal. In Suplemento digital Rev ROL Enferm 2019; 42(11-12).
Resumo: Introdução e objetivo: O medo da dor do parto contribui para o cenário obstétrico contemporâneo português, que apresentou 33,1% dos nascimentos por cesariana, em 2016. O Plano Nacional de Luta Contra a Dor, em 2001, traz a dor em obstetrícia como área prioritária de atuação do plano. O presente estudo teve por objetivos específicos: identificar o conhecimento dos profissionais acerca das técnicas não-farmacológicas preconizadas no controlo da dor; identificar a frequência de aplicação das técnicas; identificar a técnica utilizada com maior frequência. Metodologia: Estudo descritivo a partir da aplicação de questionário semiestruturado aos Enfermeiros ESMO sobre as técnicas não-farmacológicas no controlo da dor em Obstetrícia. O tratamento dos dados foi realizado com o programa Numbers da Mac, versão 5.1. Resultados e discussão: É importante destacar que, apesar de apenas 12% conhecer o Plano Nacional de Luta contra a Dor, 76% refere o uso das TNF em mais de 50% das parturientes e 47% tem a técnica massagem por preferência. Entretanto, 60% dos profissionais desconhece a definição de TNF e 72% não escolheria uma TNF específica em diferentes fases do trabalho de parto. Apenas 4% acredita que o uso das TNF retarda a necessidade de analgesia epidural. Relativamente às TNF recomendadas pela Ordem dos Enfermeiros, 52% conhece os efeitos da massagem lombar, 100% dos Enfermeiros desqualifica, em desacordo com a OMS, o TENS e a injeção de água estéril como TNF e 76% desconsidera a hipnose, relaxamento ou biofeedback como ferramentas no controlo da dor. Quanto a aromaterapia, 76% afirma que esta técnica não é baseada em evidências contrariando a revisão da Cochrane em 2012. Conclusões: A pesquisa apontou um conhecimento limitado por parte dos profissionais acerca das técnicas não-farmacológicas no controlo da dor. Entretanto, a maioria dos profissionais utiliza das TNF em pelo menos 50% das pacientes. No que respeita as estratégias não farmacológicas utilizadas pela equipe pesquisada destaca-se a técnica de massagem. Concluímos, desta forma, que há necessidade de capacitação e atualização profissional acerca das técnicas não-farmacológicas no controlo da dor em Obstetrícia.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10198/21031
Aparece nas colecções:ESSa - Resumos em Proceedings Não Indexados à WoS/Scopus

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