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Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10198/1879

Título: Os futuros professores do 2.º ciclo e a estocástica: dificuldades sentidas e o ensino do tema
Autor: Barros, Paula Maria
Palavras-chave: Estatística e probabilidades
Formação inicial
Futuros professores
Prática lectiva
Dificuldades
Processos de raciocínio
2.º ciclo do ensino básico
Issue Date: 2003
Editora: Associação de Professores de Matemática
Citação: Barros, Paula Maria - Os futuros professores do 2.º ciclo e a estocástica: dificuldades sentidas e o ensino do tema. Universidade do Minho. Dissertação de Mestrado em em Educação na Área de Especialização em Supervisão Pedagógica em Ensino da Matemática.
Resumo: A estatística e as probabilidades têm adquirido visibilidade nos currículos escolares desde os níveis mais elementares. Deste modo, considerando a necessidade de formar estudantes habilitados a raciocinar estocasticamente, torna-se necessário reflectir sobre a formação que possuem os futuros professores que vão ensinar essas temáticas. O presente estudo surgiu na senda desta preocupação e teve como objectivos orientadores: (a) Identificar dificuldades e processos de raciocínio de futuros professores em aspectos elementares ligados aos conteúdos de estatística e probabilidades; (b) Identificar dificuldades de futuros professores no planeamento e execução de aulas sobre o tema; (c) Descobrir os factores subjacentes às opções que os futuros professores adoptam na sua prática lectiva; (d) Compreender de que forma as dificuldades sentidas influenciam a sua prática e (e) Averiguar se a prática induz uma reflexão sobre as dificuldades e provoca mudanças de raciocínio. O estudo desenvolveu-se em duas fases, cada uma com uma metodologia diferenciada. Na primeira fase, em que se seguiu uma metodologia essencialmente quantitativa, uma turma de 37 alunos do 4º ano do curso de Professores de Ensino Básico, variante Matemática e Ciências da Natureza, futuros professores do 1º e 2º ciclos do ensino básico, respondeu a um questionário cujas questões se reportavam a conceitos elementares de estatística e probabilidades. Na segunda fase, em que se seguiu uma metodologia de estudo de caso, seleccionaram se três dos participantes da primeira fase tendo como critério fundamental que fossem leccionar a unidade didáctica de Estatística de 6º ano, durante a Prática Pedagógica II (estágio). Através de entrevistas semi-estruturadas, conversas informais, observação de aulas e recolha de documentos escritos acompanhou-se o seu percurso nesta etapa. Estes três participantes, após terem leccionado a unidade, analisaram, ainda, as respostas dadas ao questionário administrado na primeira fase e indicaram as alterações que fariam em termos de respostas e de raciocínios. O estudo realizado permite concluir que, embora os participantes estivessem na fase final da sua formação, persistiam, ainda, algumas dificuldades. Por exemplo, o cálculo da média a partir de um gráfico de barras originou muitas dificuldades assim como a sua aplicabilidade a variáveis qualitativas. De entre as medidas de tendência central, destaca-se a mediana como o conceito que levantou mais problemas. Já no que se refere aos acontecimentos certos, os alunos revelaram muitas dificuldades quando trabalharam com este tipo de acontecimento em situações não rotineiras. Observou-se, ainda, em várias situações, que utilizaram fórmulas sem ter em conta o contexto e, perante resultados absurdos, não avaliaram a sua razoabilidade. No que diz respeito à prática pedagógica, os participantes na segunda fase do estudo, revelaram algumas dificuldades comuns, nomeadamente em encontrar estratégias diversificadas e alguma insegurança em termos conceptuais. Verificou-se, ainda, que as opções metodológicas foram, essencialmente, influenciadas pelos manuais escolares, pelos constrangimentos inerentes à condição de aluno estagiário, pela experiência enquanto aluno, pelo tempo disponível para dedicar aos conteúdos, pelas características da turma e por dificuldades a nível do conhecimento científico e didáctico. Tendo estas últimas uma influência preponderante na selecção de determinadas tarefas em detrimento de outras. Em termos gerais, constatou-se que, do ponto de vista científico, a prática nem sempre induziu a uma reflexão sobre as dificuldades, pois, por vezes, esta atitude introspectiva teve de ser provocada pela investigadora. Face às dificuldades manifestadas pelos participantes do estudo, que de certo modo afectaram as suas escolhas em termos de ensino, tornando mais pobre a exploração do tema, evidencia-se a necessidade de desenvolver nos futuros professores uma atitude reflexiva de modo a consciencializá-los das suas dificuldades e, consequentemente, a motivá-los para colmatar lacunas tanto do ponto de vista científico como didáctico.
Arbitragem científica: yes
URI: http://hdl.handle.net/10198/1879
Appears in Collections:DEMAT - Dissertações de Mestrado

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