Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10198/15536
Título: Resposta da quinoa (Chenopodium quinoa Willd.) a diferentes regimes hídricos e níveis de fertilização azotada nas condições agroecológica de Trás-os-Montes
Autor: Pires, José
Rodrigues, M.A.
Cadavez, Vasco
Ribeiro, A.C.
Palavras-chave: Quinoa
Data: 2017
Citação: Pires, José; Rodrigues, M.A.; Cadavez, Vasco; Ribeiro, A.C. (2017). Resposta da quinoa (Chenopodium quinoa Willd.) a diferentes regimes hídricos e níveis de fertilização azotada nas condições agroecológica de Trás-os-Montes. In II Congresso das Escolas Superiores Agrárias. Elvas. ISBN 978-989-8806-23-9
Resumo: A quinoa é considerada como uma cultura resistente a vários fatores bióticos e abióticos limitantes para produção agrícola, incluindo a seca, geada e salinidade. Sendo uma cultura de origem tropical, o cultivo em regiões de clima temperado e em particular de clima mediterrânico deve ser avaliado em diferentes condições agroecológicas. Este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito do regime hídrico e da fertilizaçao azotada no crescimento e desenvolvimento da quinoa em Bragança, nordeste de Portugal. Para o efeito, a cultura foi instalada numa parcela da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança (latitude: 41° 47' 52" N; longitude: 6° 45' 58" W e altitude: 693m) num delineamento experimental com quatro níveis de azoto (0, 67, 133 e 200 kg/ha1) e três regimes hídricos: sequeiro (RO); regadio, com dotação correspondente a 50% das necessidades de rega (RI); e 100% das necessidades de rega (R2). Durante a estação de crescimento avaliou-se o estado hídrico do solo e da planta nos diferentes regimes hídricos. Determinou-se o tempo térmico para as diferentes fases de desenvolvimento, e o índice de área foliar, através da medição da radiação intercetada pelo coberto. A ocorrência de temperaturas elevadas e dias longos (fotoperíodo) durante a condução do ensaio influenciaram o desenvolvimento da cultura com paragem desenvolvimento na fase de floração. O regime hídrico influenciou significativamente o estado hídrico das plantas. No tratamento sem rega, durante a floração, as plantas apresentavam uma condição de stresse hídrico muito severo com valores de potencial hídrico foliar de -2,3 MPa. Nos tratamentos com rega deficitária (50% ETc), mantiveram-se com valores de potencial hídrico próximos de -1,7 MPa revelando uma condição de stresse hídrico menos severo que as plantas não regadas. Os resultados do balanço hídrico mostraram que para o cenário sem rega o teor de água no solo esteve abaixo do limiar de rendibilidade ótima desde o 11° dia após a sementeira. Nas parcelas irrigadas com 50% da ETc, o teor de água no solo manteve-se acima do limiar de rendibilidade ótima até aos 40 dias após a sementeira. Nas parcelas irrigadas com 100% ETc o teor de água no solo manteve-se acima do limiar durante o ciclo da cultura. O regime hídrico influenciou deforma significativa a produção de biomassa. A maior produção verifícou-se em R2 (19, 51 Mg ha'), sem diferenças significativas para RI (17, 12 Mg hal), e ambos os regimes com produção significativamente superior a RO (4,3 Mg hal). A fertilização azotada afetou significativamente a biomassa produzida sendo que foi em N2 que se registou o valor médio mais elevado (16, 75 Mg ha') e em NO o menor (7,34 Mg ha'). A produtividade da água foi influenciada significativamente pelo regime hídrico com o tratamento de rega deficitária (RI) e nível de azoto N3 a apresentar o maior valor de produtividade da água (7,44 Kg/m').
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10198/15536
ISSN: 978-989-8806-23-9
Aparece nas colecções:CIMO - Resumos em Proceedings Não Indexados à WoS/Scopus

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