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Título: Estudo microbiológico da infeção do local cirúrgico num hospital do Norte de Portugal
Autor: Preto, Vera Lúcia Sarmento Martins
Alves, Maria José
Magalhães, Carlos Pires
Silva, Norberto
Martins, Matilde
Bastos, Pedro
Palavras-chave: Infeção do local cirúrgico
Tipo de cirurgia
Resistência aos antibióticos
Agente infecioso
Data: 2016
Editora: Instituto Politécnico de Bragança
Citação: Preto, Vera; Alves, Maria José; Magalhães, Carlos Pires; Silva, Norberto; Martins, Matilde; Bastos, Pedro (2016) - Estudo microbiológico da Infeção do Local Cirúrgico num hospital do Norte de Portugal. In IV Encontro de Jovens Investigadores do Instituto Politécnico de Bragança
Resumo: As infeções do local cirúrgico (ILC) representam um grande problema de saúde pela morbidade, mortalidade, tempo de internação e custos associados. Objetivo: Mensurar a prevalência de ILC por tipo de cirurgia e caraterizar microbiologicamente a ILC em pacientes submetidos a cirurgia durante 2015 num hospital público do Norte de Portugal. Método: Estudo prospetivo, com a participação de 609 pacientes adultos, submetidos a cirurgia. Recorrendo ao Microsoft Access 2013, foram analisados dados sociodemográficos e clínicos da população, do procedimento cirúrgico e do estudo microbiológico. Resultados: Das 609 cirurgias, verificou-se que 62.89 % foram cirurgias limpas, 15.8% limpas contaminadas, 8.70 % cirurgias contaminadas e 9.36% conspurcadas. Dos doentes intervencionados 65.52% fizeram profilaxia antibiótica antes da cirurgia. Da totalidade de cirurgias 33.3% foram laparoscópicas. A percentagem de ILC foi de 5.74 %; destes casos positivos em apenas 3.61% foi identificado a bactéria responsável. As cirurgias urgentes apresentam maior número de infeções quando comparadas com as programadas. Na cirurgia do colon o número de infeções foi de 60% seguida da colecistectomia (22.86%). Na Hernioplastia ocorreu infeção em apenas 2.86% dos doentes. A batéria mais isolada foi a Escherichia coli com 59% das quais 30% são produtoras de β - lactamases de espectro estendido, seguida da Pseudomonas aeruginosa (13.6%) e Serratia marcences (13.6 %). A taxa de mortalidade foi de 14,8%. A Pseudomonas aeruginosa foi isolada em 3 dos 4 doentes falecidos. Conclusões: Os microrganismos mais isolados pertencem ao grupo dos Gram negativos e geralmente estão ligados às Infeções associadas aos cuidados de saúde.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10198/13590
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