Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10198/11597
Título: Variabilidade da frequência cardíaca materna no 1ºtrimestre de gestação
Autor: Oliveira, Carla Marisa Martins
Orientador: Teixeira, João Paulo
Rebelo, Irene
Tejera, Eduardo
Palavras-chave: Variabilidade da frequência cardíaca
Sistema nervoso autónomo
Gravidez
ECG materno
Data de Defesa: 2014
Resumo: A variabilidade da frequência cardíaca (VFC), ou principalmente, as contínuas mudanças dos batimentos cardíacos, medidas através do eletrocardiograma são em geral influenciadas pelo sistema nervoso central. No entanto, vários mecanismos subjacentes também estão envolvidos como os ritmos respiratórios, as alterações hormonais, a res-posta inflamatória e a regulação da pressão arterial, sendo todos eles alterados durante a gravidez normal ou patológica. A variabilidade da frequência cardíaca resulta do soma-tório de todas essas respostas e, portanto, deve ser plausível esperar vários comporta-mentos durante a gravidez normal e patológica. As medidas do eletrocardiograma foram realizadas durante o primeiro trimestre de gestação considerando vários fatores como a idade materna, índice de massa corporal, hábito de fumar e paridade. Sendo que estes fatores foram avaliados juntamente com os dados ecográficos fetais e os marcadores bioquímicos maternos, o PAPP-A e a fração livre da -hCG a fim de identificar possíveis correlações entre esses marcadores bioquímicos e os índices obti-dos através da análise da VFC. Entre os numerosos métodos matemáticos disponíveis para análise da VFC aplica-ram-se os de análise linear assim como a análise do sinal espectral. E ainda se conside-raram os métodos não-lineares que incluem os índices de complexidade. Com estes métodos foi possível quantificar, até certo nível, propriedades do sinal da VFC. Os resultados podem apoiar a ideia de que a mais forte modificação em relação à condição de não-gravidez pode revelar uma baixa adaptabilidade da gravidez e, portan-to, uma evolução não favorável da mesma. Esta "memória materna" pode ter vários fatores fisiológicos e psicológicos. Os resultados indicam também uma complexidade elevada no primeiro trimestre o que pode indicar um pior prognóstico para o desenvolvimento da gravidez. O incremen-to da complexidade no 1º trimestre pode ser um reflexo duma adaptação deficiente. Foi possível verificar a existência de uma relação entre os índices matemáticos calcu-lados com os dados ecográficos fetais e os dados bioquímicos maternos, sendo este estudo promissor no que concerne a esta relação. Que leva às questões, será que é possível determinar patologias maternas ou fetais na gravidez recorrendo a um sinal de ECG no primeiro trimestre de gestação? E uma análise do ECG pode dar uma indicação semelhante que é dada por estes parâmetros?
The heart rate variability (HRV), or essentially continuous changes of heartbeats, measured by electrocardiogram are generally influenced by the central nervous system. However, many underlying mechanisms are also involved, such as respiratory rhythms, hormonal changes, inflammatory response, and regulation of blood pressure, all of which are altered during normal or pathological pregnancy. The heart rate variability results from the sum of all these responses and therefore should be plausible to expect several behaviors during normal or pathological pregnancy. ECG measurements were performed during the first trimester of pregnancy, consid-ering several factors such as maternal age, body mass index, smoking and parity. Since these factors were evaluated together with the fetal ultrasound data and mater-nal biochemical markers, PAPP-A and free fraction of -hCG in order to identify possi-ble correlations between these biochemical markers and indices obtained by the analysis of HRV. Among the numerous mathematical methods available for HRV analysis the linear as well as the spectral signal was applied. And it was still considered non-linear methods, which include the complexity indices. With these methods it was possible to quantify, at some level, the HRV signal prop-erties. The results may support the idea that stronger change from the non-pregnancy status may reveal a poor adaptability of pregnancy, and therefore, to a poor outcome thereof. This "maternal memory" can have many physiological and psychological factors. We observed a relationship between the calculated mathematical indices with fetal ultrasound data and maternal biochemical data, revealing a promising study. Which leads to the questions, is it possible to determine maternal or fetal conditions in preg-nancy using an ECG signal in the first trimester of pregnancy? And an analysis of the ECG can make a similar statement, which is given by these parameters?
URI: http://hdl.handle.net/10198/11597
Designação: Mestrado em Tecnologia Biomédica
Aparece nas colecções:TB - Tecnologia Biomédica

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