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Advisor(s)
Abstract(s)
Antecedentes/Objetivos: Atualmente regista-se um aumento significativo
dos casos de Diabetes mellitus tipo 2 a nível mundial e em
idades cada vez mais precoces (WHO, 2003; SPD, 2012). Segundo a
SPD (2012), a prevalência desta patologia, em Portugal, em 2011, foi de
7,0%. Esta doença carateriza-se pelo aumento dos níveis de glicose no
sangue, a hiperglicemia, que se deve, à insuficiente produção de insulina
e/ou, à ação insuficiente da mesma (WHO, 2003; Nogueira et al,
2006; SPD, 2012). Na literatura a adesão terapêutica é retratada como
o grau de concordância do comportamento do doente face às indicações
do médico ou outro profissional de saúde, ao nível do cumprimento
da prescrição médica e ao nível das indicações relativas ao
estilo de vida e comportamentos saudáveis (WHO, 2003). Foram objetivos
desta investigação determinar a adesão à terapêutica em diabéticos
do tipo 2, utentes de uma farmácia comunitária localizada no
concelho de Bragança, e identificar os motivos que mais contribuíram
para a não adesão à terapêutica.
Métodos: Estudo quantitativo transversal e analítico. A recolha de
dados foi feita no período de janeiro a março de 2012 usando uma
técnica de amostragem não probabilística acidental. Os utentes da
farmácia foram abordados e convidados a participar, voluntariamente,
no presente estudo aquando da dispensa de antidiabéticos orais
(ADO). Na recolha de dados foi utilizado o teste de adesão ao tratamento
(MAT), desenvolvido e validado para Portugal por Delgado &
Lima (2001) e adaptado por Gimenes et al (2009). Participaram neste
estudo 35 indivíduos com idades compreendidas entre os 48 e os
90 anos, sendo a maioria do género feminino (57,1%). Resultados: Relativamente à terapêutica medicamentosa, 91,4%
dos utentes utilizam apenas antidiabéticos orais, 2,9% associam os
antidiabéticos orais à insulina e 2,9% apenas utilizam insulina. Os resultados
revelam que a esmagadora maioria (97,1%) adere à terapêutica
medicamentosa. A hora da toma, seguido do esquecimento e do
abandono da toma sem indicação médica foram os fatores que mais
contribuíram para uma menor adesão à terapêutica. A dieta, o exercício
físico e a toma de medicamentos associada a outras patologias
mostram ser diferenciadoras do grau de adesão.
Conclusiones: Esta investigação aponta para a necessidade do reforço
das informações prestadas aos utentes com recurso a ferramentas
que auxiliem o cumprimento das dosagens e horários. O uso de
pictogramas, de informação escrita nas embalagens, a utilização de
caixas multidose, entre outras medidas, são contributos, pouco dispendiosos
e úteis, que ajudam a melhorar o grau de adesão à terapêutica
medicamentosa.
Description
Keywords
Citation
Ribeiro, M.; Pinto, Isabel; Carvalho, C.; Martins, C.; Soares, N.; Rafael, R. (2013). Adesão à terapêutica em diabéticos do tipo 2. In Congreso Iberoamericano de Epidemiología e Saúde Pública. Granada
Publisher
Sociedad Española de Salud Pública y Administraciones Sanitarias