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O corpo performativo de transe

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Resumo(s)

"Transe" (2006) é o processo de deriva na Europa de uma jovem mulher russa (Sonia) à medida que é encerrada nas malhas da imigração ilegal e da prostituição. O seu percurso é de encerramento físico e mental, a tal ponto que se torna impossível discernir com clareza o que é exterior (descrição) e o que é interior (alucinação) à personagem. Tal como na arte performativa, o corpo torna-se o elemento de significação, expressão emocional, e confrontação. O corpo é material e concreto: o escrutínio da câmara sobre o corpo, o rosto e o olhar de Sonia. O corpo explora-se numa relação dialéctica entre formas exteriores e interiores de resposta à agressão. Deste ponto de vista agressivo, o filme rasura-se a si próprio num contínuo processo de transe (como o afirma o título), em que o físico e o psico-espiritual se tornam um continuum em lugar de uma dicotomia.

Descrição

Palavras-chave

Cinema português Transe Teresa Villaverde Performance

Contexto Educativo

Citação

Barroso, Bárbara (2007). O corpo performativo de Transe. In O Cinema e as Artes ou as Artes no Cinema. Porto: ESAP.

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Editora

Escola Superior Artística do Porto

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