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Advisor(s)
Abstract(s)
A produção de resíduos não é um problema actual, é algo que está associado à presença
humana e sempre existiu. Em Ílhavo, este é também um obstáculo ao desenvolvimento
sustentável, uma vez que a produção qualitativa e quantitativa de Resíduos Sólidos Urbanos
(RSU) neste concelho tem, nos últimos anos, apresentado um aumento exponencial devido à
época de elevado consumo em que se vive.
Face a esta situação, é essencial implementar uma correcta e objectiva actuação no
domínio da gestão dos RSU, na óptica da sua valorização, baseada na política dos 4 R’s:
Reduzir, Reciclar, Reutilizar e Recuperar.
No município de Ílhavo, para além dos ecopontos, projectou-se ainda a construção de
um Ecocentro Municipal que foi encarado numa perspectiva concelhia como um instrumento de
valor acrescentado na gestão dos RSU.
O Ecocentro Municipal de Ílhavo entrou em funcionamento no dia 16 de Julho de 2003,
tendo sido necessário um investimento inicial de 500000 € + Iva para a sua construção. Tem por
utilizadores os munícipes, comerciantes, pequenas unidades produtivas do concelho, a própria
CMI, STL (empresa concessionária da gestão dos RSU no concelho) e Juntas de Freguesia.
O Ecocentro encontra-se equipado com contentores de grande capacidade (15 e 20 m3)
para a deposição selectiva de resíduos de diferentes materiais, estando então apto para receber:
- Resíduos especiais - pilhas;
- Vidro;
- Papel/cartão;
- Electrodomésticos usados;
- Embalagens;
- Monstros (não metálicos);
- Madeiras;
- Resíduos verdes;
- Entulhos.
Esta infra-estrutura possui ainda uma valência vocacionada para a educação e
sensibilização ambiental – o Centro de Educação Ambiental, que fornece ao Ecocentro uma
dinâmica educativa e funcional, onde é possível não só “ver” como também aprender a “como
fazer” por um melhor ambiente. O Centro de Educação Ambiental possibilita ainda, pela sua
estratégica localização no Ecocentro, a observação de todos os tipos de materiais que
diariamente lá podem ser depositados de forma separada, para que seja possível o passo
seguinte que é a reutilização/reciclagem para a produção de novos produtos.
Com vista a avaliar-se a funcionalidade e utilidade do Ecocentro desde a sua entrada em
funcionamento, procedeu-se a um balanço global que resultou numa análise do desenvolvimento
deste equipamento de recolha selectiva.
Para a realização deste estudo, efectuou-se um tratamento estatístico de dados
quantitativos e qualitativos obtidos no Ecocentro, a partir do registo das entradas e saídas de
materiais efectuadas e ainda a partir dos registos do tipo de material que foi depositado e por
que tipo de utilizador. Deste modo, o Ecocentro foi analisado na perspectiva do registo de
entradas, isto é, contabilizando o número de utilizadores diários/mensais e o número de
deposições; e do ponto de vista do registo de saídas, ou seja, através da contabilização da
movimentação dos contentores e posterior encaminhamento para valorização nos retomadores.
Realizou-se ainda a uma breve análise dos custos de operação desta infra-estrutura,
focando encargos de transporte de contentores para empresas retomadoras e encargos de retoma
dos materiais pelas mesmas a fim de se determinarem os encargos totais do Ecocentro e
determinar a valorização dada aos materiais nele depositados. Perante os custos operacionais
obtidos, comprovou-se que o Ecocentro se torna dispendioso para a autarquia; no entanto, é um
exemplo do tipo de infra-estruturas que gera “riqueza”para o município, não como receita
propriamente dita, mas sim como satisfação das necessidades sociais, uma vez que se
promove melhoria ambiental no concelho.
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Keywords
Citation
Almeida, Elsa Raquel; Ré, Marcos; Vieira, Ana; Santos, Luís (2004). Estudo do desenvolvimento do ecocentro Municipal de Ílhavo. In 8ª Conferência Nacional de Ambiente